Vinhos do mundo: a autenticidade do vinho português

Portugal possui uma longa tradição vinícola. Sua origem remonta à antiguidade clássica, quando a região sofreu influência dos fenícios, gregos e celtas. Porém, foi com os romanos que a região se estabeleceu como grande produtora, como resposta à demanda crescente da população do Império. Com as grandes navegações, o vinho português se espalhou por todo o mundo, sendo levado pelas caravelas e pelas missões jesuítas aos novos continentes.

O país possui clima e solo favoráveis à produção da bebida e ainda uma vantagem que o coloca à frente de muitos outros: sua imensa quantidade de vinhos, graças à riqueza de suas cepas nativas. São mais de 250 castas, sendo as mais utilizadas a Baga, Castelão, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Fernão Pires e Encruzado. Essa característica o torna um dos poucos países que fogem ao cultivo majoritário de uvas francesas, como cabernet sauvignon e chardonnay.

Uma das principais regiões produtoras é a região do Douro, responsável por nada menos que 47% da produção do Vinho do Porto do país. O conhecido vinho enriquecido português surgiu com a necessidade de conservar a bebida que era destinada à Inglaterra e que precisava percorrer um grande trajeto pelo Rio Douro e pelo Oceano até chegar lá. Por isso, ela era fortificada com água ardente, feita a partir do bagaço das uvas. Outras regiões de destaque são Tejo, Alentejo (a maior, com 31 mil km² de área), Dão, Bairrada e Vinho Verde.

Trata-se do nono maior exportador de vinho do mundo – no ano passado, ele vendeu 2,8 milhões de hectolitros para o exterior, totalizando 734 milhões de euros (o país reserva cerca de 180 mil hectares para a produção da bebida). E ele também sabe beber, viu? É o país com maior consumo de vinho por habitante do mundo: são 54 litros por pessoa por ano!

Na semana que vem tem mais! 🙂

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