Vinho sem frescura: você não precisa de mil taças!

Quando começamos a beber e apreciar o vinho, surge a dúvida muito comum: qual a taça certa?

Isso nunca deve ser um impedimento para você tomar o seu vinho ou começar a entrar nesse universo tão amplo e gostoso, mas, acredite ou não: existe um porquê.

Assim como existe uma enorme diversidade de vinhos no mundo, existe uma variedade de taças no mercado. E calma, você não precisa ter todas elas!

Do mesmo jeito que alguns tipos de roupa ajudam a valorizar o corpo, para tirarmos o melhor proveito de uma garrafa de vinho, existe a taça ideal.

Os modelos de taça que você tem que ter em casa são os adequados para os vinhos que você gosta de beber! 

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A primeira dica – e essa é a de ouro! –  é ter uma taça “coringa”. Procure pela taça ISO (International Standards Organization): uma taça desenvolvida para degustações técnicas e que serve para qualquer vinho.

Depois, é legal que você tenha quatro modelos básicos: uma taça para brancos, duas para os diferentes tipos tintos (Bordeaux: a mais comum e Borgonha: aquela mais “gordinha”) e uma para espumantes.

Achou frescura demais? A gente explica de um jeito fácil e com exemplos:

– Bordeaux:

As taças Bordeaux foram feitas para abrigar vinhos mais encorpados e ricos em tanino. Elas possuem o bojo grande, mas têm a borda mais fechada para evitar a dispersão de aromas, concentrando- os. É indicada para Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Tannat, entre outras uvas.

– Borgonha:

Os vinhos da Borgonha são mais complexos e concentrados, produzidos principalmente com a uva Pinot Noir. Portanto, as taças são em formato balão (ou seja, com bojo maior do que as Bordeaux) para que haja mais contato com o ar, o que permite que o buquê se libere mais rapidamente. Este recipiente foi feito para que o vinho explore muito o nariz. Além da Pinot Noir, também é ideal para que sejam apreciados vinhos Rioja tradicional, Barbera Barricato, Amarone, Nebbiolo etc.

– Para vinhos brancos:

As taças têm corpo menor do que as para vinho tinto por dois motivos. Primeiro, o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e, portanto, em um recipiente menor, que permita menos trocas de calor com o ambiente. Segundo, porque precisa que sejam realçadas as notas de frutas. A aba estreita entrega o fluxo do vinho com equilíbrio entre doçura e acidez, crucial para os brancos.

– Para espumantes e/ou champagnes

Para um champagne ou um espumante, a taça adequada é a que chamamos de flûte, ou flauta. Ela serve para que possam ser apreciadas as borbulhas, ou perlage. Quanto mais bojo tiver a taça, melhor, pois se for reta demais no sentido longitudinal não irá realçar os aromas.

E para os rosés? Os vinhos rosés possuem os taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Por esse motivo, a taça costuma ser menor que a dos brancos, mas com bojo maior. Se não tiver uma taça específica para rosés (poucas marcas possuem), pode usar uma para vinho branco.

Um guia mais completo, na ilustração abaixo:

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Essa é a forma mais simples de você ter a taça ideal sempre que precisar. São as taças que seriam o “pretinho básico” do seu armário! Descubra seus vinhos prediletos e aproveite!


Para ver um guia completo, clique aqui.

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