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Sabe qual a cidade que mais bebe vinho no mundo? A gente te conta!

Uma pesquisa realizada pela escola de administração francesa INSEEC desvendou o que muitos amantes de vinho têm curiosidade de saber: qual a cidade que mais ingere a bebida no mundo?

A campeã foi Paris, com 697 milhões de garrafas consumidas anualmente!

Confira a lista completa:

(Posição – Milhões de garrafa/ano – Litros per capita/ano)

  1. Paris (França) – 697 – 51,7
  2. Buenos Aires (Argentina) – 457 – 32,2
  3. Ruhr (Alemanha) – 385 – 28,5
  4. Londres (Reino Unido) – 369 – 24,7
  5. Nova York (Estados Unidos) – 308 – 12,1
  6. Milão (Itália) – 301 – 38,9
  7. Los Angeles (Estados Unidos) – 241 – 12,1
  8. Nápoles (Itália) – 188 – 38,9
  9. Madri (Espanha) – 181 – 25,2
  10. Roma (Itália) – 177 – 38,9

Leia muitas outras notícias e curiosidades aqui!

5 destinos nacionais imperdíveis para quem ama vinhos

Não é preciso ir muito longe para conhecer excelentes vinícolas e degustar vinhos de alta qualidade. Conheça cinco destinos turísticos no Brasil perfeitos para apreciar a bebida e conhecer novas culturas e paisagens deslumbrantes:

Bento Gonçalves

A Serra Gaúcha é a região mais famosa do país quando se trata da produção de vinho, graças ao clima propício e à forte presença dos imigrantes italianos que chegaram à região no século XIX – lá é produzido cerca de 90% do vinho brasileiro! Bento Gonçalves carrega o título de Capital Brasileira da Uva e do Vinho e faz parte do Vale dos Vinhedos, umas das regiões vitivinícolas mais importantes. Quem visita a cidade de janeiro a março tem a oportunidade de acompanhar a vindima, período entre a colheita da uva e a produção da bebida. Durante essa época acontece o Festival Bento em Vindima, no qual turistas podem participar da colheita e da pisa das uvas, tradicional método para extração do suco da fruta. Vale a pena visitar a Vinícola Salton, uma das principais do país, com mais de 100 anos de tradição e a Vinícola Aurora, a mais premiada da região. Gramado, Canela e Caxias do Sul também valem a visita – nessa última, aliás, há a vinícola Lacave, cujo castelo construído em arquitetura medieval é um espetáculo à parte.

Serra Catarinense

Os vinhos catarinenses são produzidos nas regiões do Vale Europeu, dos Encantos do Sul e nos Roteiros Nacionais de Imigração, mas é a Serra Catarinense, formada por São Joaquim, Lages e Urubici, o maior polo de produção e turismo relacionado à bebida. A grande maioria das cepas utilizadas é europeia e a qualidade das bebidas se assemelha aos melhores rótulos do Velho Mundo. Ideal para quem gosta de curtir um friozinho e a paisagem formada por araucárias.

Sul de Minas

Repleta de colônias italianas, essa região possui vinícolas que produzem saborosos vinhos tintos, brancos e rosés. As produções, que variam de rótulos artesanais aos de produção em larga escala, podem ser visitadas por turistas e oferecem saborosas degustações. O município de Andradas organiza no mês de julho a Festa do Vinho, ótima oportunidade para provar os melhores rótulos da região. De quebra, você ainda pode saborear as delícias da culinária mineira!

São Roque

Em São Paulo também existe um cantinho especial para os apaixonados por vinhos. São Roque, considerada a rota dos vinhos mais popular do Sudeste, fica a apenas 66 quilômetros da capital e seu roteiro inclui gastronomia, cultura, religião e aventura, garantindo um passeio que agrada a família inteira. O Roteiro do Vinho é uma rota asfaltada com 31 estabelecimentos distribuídos por três vias, que inclui vinícolas, adegas e restaurantes. Os visitantes podem fazer paradas para degustar a bebida, visitar sítios, ranchos, pesqueiros, plantações de uvas e alcachofras, adegas e ainda saborear comidas típicas da região. Visite a vinícola Góes, a mais famosa e a única que cultiva as desejadas uvas Cabernet Sauvignon.

Vale do São Francisco

Localizado entre Pernambuco e Bahia, o Vale do São Francisco conta com seis fazendas produtoras e detém cerca de 15% do mercado nacional, sendo responsável por uma das maiores produções de espumantes e moscatéis de qualidade do Brasil. O clima quente e a água para irrigação em abundância devido à presença do Rio São Francisco fazem com que as plantas se desenvolvam durante o ano todo e possibilitam que a região seja a única a produzir duas safras e meia ao ano. Visite as vinícolas Santa Maria, a maior do estado, e Ouro Verde, parte do Grupo Miolo.

12 destinos internacionais imperdíveis para amantes de vinho

Em todos os cantos do mundo, da América do Sul à Austrália, há boas opções de passeios para os apreciadores de vinho. Cada local tem suas particularidades de uvas, sabores e texturas, além de paisagens de tirar o fôlego. Conheça os 12 destinos imperdíveis fora do Brasil para os amantes da bebida:

Mendoza, Argentina

Com clima seco e terras de boa qualidade, Mendoza produz 70% dos vinhos argentinos. Cercada por montanhas e belezas naturais, possui milhares de hectares de vinha, o que a coloca no topo do enoturismo. A cidade oferece adegas com arquitetura impressionante, novos hotéis e gastronomia em expansão.

Valle de Colchagua, Chile

A 130 quilômetros de Santiago, é o maior produtor de vinhos finos do Chile. A visita pode começar na cidade de Santa Cruz, de onde partem os passeios para as principais vinícolas da região, entre elas a Viña Lapostolle. No local, os turistas também podem conhecer o Museu de Colchagua, dedicado à bebida, e embarcar no Trem do Vinho, uma locomotiva a vapor que passa por diversos vinhedos.

Valle de Guadalupe, México

A qualidade do vinho nessa região tem aumentado consideravelmente ao longo dos últimos anos. As vinícolas se uniram a chefs e hoteleiros para criar a rota do vinho, conhecida como Baja Ruta del Vino.

Napa Valley, Estados Unidos

Localizado na Califórnia, o Vale do Napa tem 150 vinícolas que cultivam mais de cem tipos de uva, como Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot e Pinot Noir. No roteiro, a passagem pelas cidades de American Canyon, Calistoga, Santa Helena, City of Napa e Yountville são obrigatórias . Ainda nos Estados Unidos, outra boa parada é o Texas, quinto maior produtor de vinhos do país e local repleto de novas adegas e salas de degustação.

Stellenbosch, África do Sul

Com mais de 200 produtores, a Rota do Vinho da cidade de Stellenbosch tem sido roteiro frequente entre os enólogos e apreciadores da bebida. A cerca de 50 quilômetros da Cidade do Cabo, tem clima bastante favorável ao plantio de uvas, com forte calor de dia e baixas temperaturas à noite.

Baden, Alemanha

Castelos, florestas de coníferas, paisagens exuberantes e águas termais compõem o ambiente repleto de variedades Pinot e Riesling. Vale provar as diferenças entre vinhos cultivados em solos de granito, bassalto e loess.

Languedoc, França

Maior região produtora de vinhos do mundo, Languedoc está no ensolarado sul da França, banhada pelo Mar Mediterrâneo e pelas Montanhas Negras. Destaca-se por sua vasta extensão de uvas e múltiplas paisagens. Outro destaque do país fica por conta da região de Champagne, onde são produzidas as famosas garrafas de champagne. De lá vem os tradicionais Perrier Jouet, Dom Perignon e Moët & Chandon.

Toscana, Itália

Com clima e terras bastante propícios para o plantio da uva, a região da Toscana produz vinhos de máxima qualidade, como Sangiovese, Canaiolo, Malvasia e Trebbiano. É ali que se fabrica o prestigiado Brunello de Montalcino, um dos tintos mais celebrados do país. Com mais de 7 mil vinhedos, o turista pode percorrer desde a região da cidade de Livorno até a divisa com Lazio, além das colinas entre as províncias de Florença e Siena.

Porto, Portugal

Nos vinhedos às margens do rio Douro nasce grande parte das uvas para a produção do famoso vinho do Porto. No local, os turistas encontram desde pequenos produtores até grandes vinícolas, onde é possível até mesmo participar da colheita. No entorno, museus, enotecas e construções históricas dão um charme especial ao destino.

La Rioja, Espanha

A região de La Rioja conta com mais de 500 adegas. Na cidade de Haro é realizado o famoso festival Batalla del Vino, onde uma multidão vestida de branco se reúne para uma “guerra” de vinho tinto, disparado por pistolas de água.

Marlborough, Nova Zelândia

Com 160 vinícolas, Marlborough é a capital do vinho da Nova Zelândia. A viticultura na região começou no início dos anos 1980. Foi com o vinho Sauvignon Blanc que Marlborough foi reconhecida mundialmente pela qualidade de produção. Em terras ensolaradas e secas, são cultivadas uvas Pinot Noir, Chardonnay, Riesling, Pinot Gris e Gewurztraminer.

Hunter Valley, Austrália

Hunter Valley fica a apenas duas horas de Sydney. Entre as atrações mais apreciadas pelos amantes da bebida estão os centenários campos de uvas Semillon. Ao todo, são mais de 80 vinícolas na região, onde se pode conhecer os métodos de cultivo da uva, o processo de produção e, é claro, degustar alguns rótulos.

 

 Com informações do UOL

10 vinícolas ao redor do mundo que você precisa conhecer

Que tal unir a paixão por explorar o mundo ao amor pelos vinhos? Escolha um dos roteiros abaixo, faça as malas e boa viagem!

ESPANHA 

Porrera Vineyards – Priorat County, Catalunha

Produtora de grandes tintos, as vinícolas dessa região chamaram a atenção do mundo por volta dos anos 1990. O terroir é uma mistura de ardósia negra e quartzo, conhecida como Llicorella.

Marqués de Riscal – Rioja

Uma das primeiras vinícolas de Rioja, conhecida como a “Disneylândia do vinho”. A arquitetura, que causa frisson entre os visitantes, é assinada por Frank Gehry, que também projetou o Museu Guggenheim de Bilbao.

Ysios – Rioja

Também em Rioja, essa vinícola espetacular leva a assinatura de Santiago Calatrava, responsável pelo projeto da nova estação World Trace Center Transportation Hub, em Nova Iorque. O formato da construção remete aos rochedos da região.

Vinícola Torres – Penedés

Com mais de 1.300 hectares de território plantado, a Torres é a maior vinícola da Espanha. Sua produção chega a atingir mais de 40 milhões de litros por ano e seus vinhos estão presentes em mais de 140 países. Sua sede virou ponto turístico e recebe inúmeras visitas todos os anos.

FRANÇA

 St. Emilion Vineyards – Bordeaux

Uma das vinícolas mais famosas do mundo. Saint-Emilion é um charmoso vilarejo localizado a leste de Bordeaux e protegido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O terroir é especialmente adequado para a uva Merlot, que se adapta muito bem ao solo argiloso. Os Merlots que saem de lá são frutados, de corpo médio, e bastante delicados.

Château De Goulaine – Loire

Fundada no ano 1000, pelos marqueses de Goulaine, é uma das vinícolas mais antigas em atividade e continua nas mãos da mesma família. A adega, localizada no Vale do Loire, foi responsável pela rápida dominação que a França teve no mercado mundial de vinho.

ITÁLIA

Brunello di Montalcino Vineyards – Toscana

Uma das vinícolas mais queridas do país. O elegante vinho tinto produzido por lá envelhece por pelo menos cinco anos e é feito inteiramente da uva Sangiovese. Seu tour pode começar pelas exuberantes colinas da Toscana e passar pela região de Montalcino, que fica ao sul de Siena, onde estão localizadas algumas das melhores vinícolas da região.

Barone Ricasoli – Castello Di Brolio, Toscana

A família Ricasoli está ligada de forma bem intima à história do vinho na Itália. Ela produz vinhos desde a aquisição desse legendário castelo, em 1141. Isso faz dela a quarta vinícola mais antiga em atividade em todo o mundo e a mais antiga da Itália.

ALEMANHA

Schloss Johannisberg – Rheingau

A região é produtora de vinhos desde a Alta Idade Média, quando as primeiras mudas foram levadas pelos romanos, Desde o século XVIII, a vinícola passou a ser ocupada somente videiras da uva Riesling, fazendo com que ela se tornasse o primeiro vinhedo do mundo a cultivar exclusivamente essa cepa.

ESTADOS UNIDOS

Los Alamos Vineyards – Santa Barbara, Califórnia

A vinícola Los Alamos foi uma das primeiras entre as produtoras que se instalaram em Santa Barbara, tendo sido plantada em 1974. O clima é muito ameno, o que permite que a uva fique madura com baixo teor alcoólico. O charme do lugar é um dos atrativos, assim como o fato de ser de onde sai o excelente Chardonnay californiano.

Vinhos do mundo: os renomados vinhos dos Estados Unidos

Os Estados Unidos produzem alguns dos melhores vinhos do mundo. O país ocupa a quarta posição no ranking de principais produtores em volume, ficando atrás apenas da França, Itália e Espanha. O total de vinhedos americanos chega a 4.500 km2, colocando-os em 5º lugar no mundo.

As regiões de maior importância para a vinicultura do país concentram-se na Costa do Pacífico. Entre as principais áreas estão a Califórnia e os estados de Washington e Oregon. Oregon, de clima mais frio, é conhecido pela produção de ótimos Pinot Gris, Pinots Noir e Chardonnay. Em Washington, o destaque fica com a uva Riesling.

A Califórnia é um capítulo à parte. Ela é responsável pela produção de 90% de todo o vinho norte-americano. Cerca de 100 tipos de uvas são cultivados na região, como Pinot Noir, Merlot e Chardonnay, mas os destaques são a Cabernet Sauvignon (depois da França, os melhores rótulos estão lá) e a Zinfandel, considerada patrimônio nacional. A maior parte dos vinhos produzidos é classificada como de mesa, espumante ou de sobremesa

De maneira geral, o clima na Califórnia pode ser classificado como tipicamente mediterrâneo com dias ensolarados e noites frescas, mas grande parte dessas regiões tem seu microclima específico, o que facilita o cultivo de uvas ou a produção de tipo de vinhos de forma muito particular – cada região acaba se especializando em uma determinada variedade de uva ou vinho por causa disso. A cultura enogastronômica da Califórnia é fortíssima. A cada ano, ela recebe cerca de 20 milhões de visitantes!

Napa Valley e Sonoma Valley são as duas principais regiões de produção vinícola na Califórnia – somente nelas existem mais de 800 vinícolas. A região da Napa é a principal região vinícola do Estado e produz vinhos de categoria elevada. Sonoma, por sua vez, é conhecida por fornecer uvas de grande qualidade para a produção de vinhos em outras regiões.

Ao contrário de muitas das regiões europeias, nos Estados Unidos os rótulos dos vinhos trazem indicações sobre as variedades de uvas utilizadas, sendo menos restritivo em relação aos métodos de produção adotados.

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Vinhos do mundo: Uruguai e seus vinhos de personalidade

O Uruguai é o quarto maior produtor de vinhos do continente americano. Suas primeiras uvas viníferas foram cultivadas há mais de 250 anos, mas a produção da bebida só começou a ser realizada comercialmente na segunda metade do século XIX. Na década de 1970, houve uma renovação na vitivinicultura local: foram introduzidas novas técnicas de plantio e cultivo, bem como novas variedades de uvas, que possibilitaram um desenvolvimento substancial à indústria.

Atualmente, além da qualidade de seus terroirs com clima mediterrâneo e solo fértil, há uma gama de variedades plantadas que elevaram o padrão do vinho. A maneira artesanal e a relação respeitosa que os produtores têm com as uvas que cultivam tornaram seus vinhos premiados e reconhecidos no mercado internacional. Na maioria das vezes, eles são quase espelho de seus criadores, carregando em suas notas de degustação o DNA do produtor.

O Uruguai possui três regiões que se destacam na produção de vinhos: Canelones, região que concentra a maior parte da produção, localizada próxima à capital, Montevidéu; Colônia, onde está localizada a vinícola mais antiga do Uruguai, a Bodega Los Cerros de San Juan; e Maldonado, mais nova região produtora de vinhos do Uruguai e situada próxima a uns dos balneários mais famosos e visitados do Uruguai, Punta Del Este.

A Tannat, casta originária do sul da França, é a principal uva do Uruguai e da qual se produzem os melhores vinhos, graças à ótima adaptação ao solo e clima da região. As características principais dos Tannat são os taninos suaves e macios, boa estrutura e uma coloração atraente. Seu cultivo não é simples: os produtores precisam ter muito cuidado com a concentração de açúcar na uva e com o perfeito amadurecimento, pois esses dois fatores influenciam na adstringência do vinho. Além de ser usada para a produção de vinho varietal, os uruguaios também a utilizam na produção de vinhos de corte, sendo misturada com Cabernet Sauvignon e Merlot.

O país abriga vinhedos em toda a sua extensão – 16 dos 19 estados uruguaios possuem plantações de uvas viníferas, a maior parte de uvas tintas, que representam mais de 80% das castas cultivadas. A Tannat representa 44% das plantações, mas outras castas como a Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Pinot Noir e Sauvignon Blanc também merecem destaque.

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Vinhos do mundo: o milenar vinho libanês

O Líbano possui uma história de viticultura de mais de seis milênios, sendo um dos mais antigos países a produzir vinho. No entanto, muitas guerras e complicações sociopolíticas prejudicaram o desenvolvimento da produção ao longo dos séculos. Somente na década de 90 a viticultura libanesa começou a renascer, a se projetar no mercado mundial e a conquistar uma boa reputação em países exigentes como França, Inglaterra e Estados Unidos. Nessa época, o país se tornou um protetorado da França, o que foi vital para o avanço dos vinhedos. A aproximação com o país trouxe ao Líbano variedades que se adaptaram muito bem e geram os melhores vinhos do país, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Cinsault, Syrah, Grenache e Mouvèdre.

A maioria dos vinhedos está localizada no Vale de Bekaa, de onde saem rótulos como o famoso Château Musar, considerado um dos melhores do mundo. Os vinhos da região possuem uma elegância e caráter impares, complexidade, equilíbrio, acentuada mineralidade, acidez e tanicidade. A segunda maior região produtora se localiza no norte, em Batroun, sendo também a que mais se expande. Apesar de possuir algumas cepas autóctones, como as brancas Obaideh e Merwah, com as quais é elaborada o Arak, bebida destilada típica do país, as cepas francesas dominam a viticultura libanesa. As tintas mais comuns são as internacionais Cinsault, Grenache, Carignan, Mourvèdre, Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Entre as brancas, destacam-se Chardonnay, Muscat, Sauvignon Blanc, Sémillon e Viognier.

No início da década de 90 havia apenas quatro vinícolas no país; hoje, ele conta com 45, que produzem oito milhões de garrafas de vinhos por ano, das quais cerca de 50% são exportadas. Vale dizer que o Líbano é um dos países que menos consomem vinhos no mundo, graças à religião muçulmana, predominante entre a população – portanto, a exportação é essencial para a manutenção da viticultura libanesa.

Mais do que exótico, o vinho libanês é um produto de excelente qualidade que vale a pena ser degustado!

Vinhos do mundo: a singularidade da Nova Zelândia

Os primeiros vinhedos da Nova Zelândia foram plantados em 1840, em Kerikeri, Bay of Island, Ilha do Norte, pelo missionário anglicano Samuel Mardsen. Entretanto, os primeiros vinhos só começaram a ser produzidos vinte anos depois. Alguns fatos conspiraram para a que viticultura não prosperasse de forma desejável, como a população de origem predominantemente inglesa, voltada para o consumo de cerveja, a fundação da New Zealand Temperance Society, que pregava a proibição de qualquer bebida alcoólica, e sequelas da praga Filoxera, que atingiu a região por volta de 1895. A produção do vinho e o interesse pela bebida começam de fato em 1970, época em que há uma importante revolução em relação à bebida.

Um dado curioso: a Nova Zelândia é a região produtora mais isolada do planeta, situada a cerca de 1600 km da Austrália. Ela possui dez regiões produtoras e 530 vinícolas, distribuídas pelas ilhas do Norte e do Sul. Das ilhas do Norte a mais importante é a Auckland, conhecida por produzir excelentes vinhos tintos. As demais regiões são Waikato, Wellington, Hawkes Bay, Northland e Gisborne. Nas ilhas do Sul, destaque para a região de Marlborough, a mais conhecida e com melhor reputação do país – estima-se que mais de 150 vinícolas estejam localizadas lá. No lado Sul ainda se encontram as regiões de Nelson, Canterbury e Central Otago.

O país é consagrado por produzir alguns dos melhores vinhos brancos do mundo, elaborados a partir das castas Sauvignon Blanc e Chardonnay. Também produz fantásticos vinhos tintos, como Pinot Noir, Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon. Outras castas brancas como a Semillon, Riesling, Gewürztraminer e Pinot Gris também originam vinhos secos, leves, aromáticos e excelentes espumantes. Atualmente, a Nova Zelândia é conhecida por produzir vinhos singulares e de altíssima qualidade e exporta, em média, 58,7 milhões de litros por ano!

Vinhos do mundo: a diversidade de estilos e sabores da África do Sul

Intensos e elegantes – assim são definidos os vinhos da África do Sul, que unem a tradição das bebidas do Velho Mundo com o estilo moderno do Novo Mundo. Seus vinhedos foram plantados no começo do século XVII, pela holandesa Cia das índias Orientais, e a viticultura recebeu um grande impulso com a chegada de imigrantes franceses à região do Cabo. Ao longo do tempo, plantações foram sendo espalhadas por outras regiões, sendo Constantia a principal delas. Durante o período de apartheid, a África do Sul ficou à margem do mercado mundial devido ao boicote dos países democráticos, retomando seu espaço apenas após o fim do regime, em 1994.

Hoje, o país, de clima temperado, consolidou-se como uma potência internacional da viticultura e está entre os dez maiores produtores do mundo. Estima-se que há, atualmente, cerca de 340 vinícolas, 4.500 produtores em atividade e 100 mil hectares de vinhedos plantados. A partir de 1973, as regiões de vinhos foram divididas oficialmente em distritos e bairros. São cinco as regiões: Coast, Olifants River, Boberg, Breede River Valley e Klein Karoo. As castas mais plantadas são Chenin Blanc, Cabernet Sauvignon, Colombard, Shiraz e Sauvignon Blanc, sendo o vinho proveniente da Chenin Blanc considerando um dos melhores vinhos brancos fora da região do Vale do Loire, na França.

Apesar da força da Chenin Blanc, a África do Sul tem na Pinotage a imagem de sua uva mais emblemática. A casta foi criada em 1925, na própria região, pelo professor Abraham Izak Perold, a partir de um cruzamento entre as uvas Pinot Noir e Cinsaut, e seus vinhos são intensos e encorpados, com um aroma único. Como se não bastasse a diversidade de estilos e sabores, os vinhos do país ainda têm uma grande vantagem: uma excelente relação entre qualidade e preço. São rótulos inesquecíveis, pode apostar!

 

Vinhos do mundo: a modernidade do vinho australiano

Quando o assunto é vinho, a Austrália é pioneira em usar tecnologias em prol de um produto de boa qualidade. As pesquisas avançadas realizadas pelo país permitiram que, ainda na década de 1950, alguns produtores fermentassem vinhos brancos em tanques de aço inox, com temperatura controlada.

O território extenso permite que a Austrália apresente diversos climas e regiões vinícolas, desde as mais desérticas até aquelas onde o frio impera. Isso se traduz em rótulos únicos, de personalidades marcantes.

De modo geral, são bebidas saborosas, encorpadas e densas, com frutado presente e agradáveis de beber – não à toa logo conquistaram o mercado internacional. Entre os tintos, vale ficar de olho nos vinhos produzidos com a casta Shiraz (conhecida por Syrah na França), assim como as uvas Merlot e Pinot Noir. Entre os brancos, Chardonnays, Sémillons, Rieslings e Sauvignon Blanc são ótimas pedidas.

Antes de comprar, atente-se ao fato de que a Austrália tem rótulos produzidos em massa, alguns mais baratos e não tão agradáveis ao paladar. Pesquise a reputação do produtor e certamente você encontrará uma bela garrafa e com o valor que couber no seu bolso.