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10 vinícolas ao redor do mundo que você precisa conhecer

Que tal unir a paixão por explorar o mundo ao amor pelos vinhos? Escolha um dos roteiros abaixo, faça as malas e boa viagem!

ESPANHA 

Porrera Vineyards – Priorat County, Catalunha

Produtora de grandes tintos, as vinícolas dessa região chamaram a atenção do mundo por volta dos anos 1990. O terroir é uma mistura de ardósia negra e quartzo, conhecida como Llicorella.

Marqués de Riscal – Rioja

Uma das primeiras vinícolas de Rioja, conhecida como a “Disneylândia do vinho”. A arquitetura, que causa frisson entre os visitantes, é assinada por Frank Gehry, que também projetou o Museu Guggenheim de Bilbao.

Ysios – Rioja

Também em Rioja, essa vinícola espetacular leva a assinatura de Santiago Calatrava, responsável pelo projeto da nova estação World Trace Center Transportation Hub, em Nova Iorque. O formato da construção remete aos rochedos da região.

Vinícola Torres – Penedés

Com mais de 1.300 hectares de território plantado, a Torres é a maior vinícola da Espanha. Sua produção chega a atingir mais de 40 milhões de litros por ano e seus vinhos estão presentes em mais de 140 países. Sua sede virou ponto turístico e recebe inúmeras visitas todos os anos.

FRANÇA

 St. Emilion Vineyards – Bordeaux

Uma das vinícolas mais famosas do mundo. Saint-Emilion é um charmoso vilarejo localizado a leste de Bordeaux e protegido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O terroir é especialmente adequado para a uva Merlot, que se adapta muito bem ao solo argiloso. Os Merlots que saem de lá são frutados, de corpo médio, e bastante delicados.

Château De Goulaine – Loire

Fundada no ano 1000, pelos marqueses de Goulaine, é uma das vinícolas mais antigas em atividade e continua nas mãos da mesma família. A adega, localizada no Vale do Loire, foi responsável pela rápida dominação que a França teve no mercado mundial de vinho.

ITÁLIA

Brunello di Montalcino Vineyards – Toscana

Uma das vinícolas mais queridas do país. O elegante vinho tinto produzido por lá envelhece por pelo menos cinco anos e é feito inteiramente da uva Sangiovese. Seu tour pode começar pelas exuberantes colinas da Toscana e passar pela região de Montalcino, que fica ao sul de Siena, onde estão localizadas algumas das melhores vinícolas da região.

Barone Ricasoli – Castello Di Brolio, Toscana

A família Ricasoli está ligada de forma bem intima à história do vinho na Itália. Ela produz vinhos desde a aquisição desse legendário castelo, em 1141. Isso faz dela a quarta vinícola mais antiga em atividade em todo o mundo e a mais antiga da Itália.

ALEMANHA

Schloss Johannisberg – Rheingau

A região é produtora de vinhos desde a Alta Idade Média, quando as primeiras mudas foram levadas pelos romanos, Desde o século XVIII, a vinícola passou a ser ocupada somente videiras da uva Riesling, fazendo com que ela se tornasse o primeiro vinhedo do mundo a cultivar exclusivamente essa cepa.

ESTADOS UNIDOS

Los Alamos Vineyards – Santa Barbara, Califórnia

A vinícola Los Alamos foi uma das primeiras entre as produtoras que se instalaram em Santa Barbara, tendo sido plantada em 1974. O clima é muito ameno, o que permite que a uva fique madura com baixo teor alcoólico. O charme do lugar é um dos atrativos, assim como o fato de ser de onde sai o excelente Chardonnay californiano.

Vinhos do mundo: os renomados vinhos dos Estados Unidos

Os Estados Unidos produzem alguns dos melhores vinhos do mundo. O país ocupa a quarta posição no ranking de principais produtores em volume, ficando atrás apenas da França, Itália e Espanha. O total de vinhedos americanos chega a 4.500 km2, colocando-os em 5º lugar no mundo.

As regiões de maior importância para a vinicultura do país concentram-se na Costa do Pacífico. Entre as principais áreas estão a Califórnia e os estados de Washington e Oregon. Oregon, de clima mais frio, é conhecido pela produção de ótimos Pinot Gris, Pinots Noir e Chardonnay. Em Washington, o destaque fica com a uva Riesling.

A Califórnia é um capítulo à parte. Ela é responsável pela produção de 90% de todo o vinho norte-americano. Cerca de 100 tipos de uvas são cultivados na região, como Pinot Noir, Merlot e Chardonnay, mas os destaques são a Cabernet Sauvignon (depois da França, os melhores rótulos estão lá) e a Zinfandel, considerada patrimônio nacional. A maior parte dos vinhos produzidos é classificada como de mesa, espumante ou de sobremesa

De maneira geral, o clima na Califórnia pode ser classificado como tipicamente mediterrâneo com dias ensolarados e noites frescas, mas grande parte dessas regiões tem seu microclima específico, o que facilita o cultivo de uvas ou a produção de tipo de vinhos de forma muito particular – cada região acaba se especializando em uma determinada variedade de uva ou vinho por causa disso. A cultura enogastronômica da Califórnia é fortíssima. A cada ano, ela recebe cerca de 20 milhões de visitantes!

Napa Valley e Sonoma Valley são as duas principais regiões de produção vinícola na Califórnia – somente nelas existem mais de 800 vinícolas. A região da Napa é a principal região vinícola do Estado e produz vinhos de categoria elevada. Sonoma, por sua vez, é conhecida por fornecer uvas de grande qualidade para a produção de vinhos em outras regiões.

Ao contrário de muitas das regiões europeias, nos Estados Unidos os rótulos dos vinhos trazem indicações sobre as variedades de uvas utilizadas, sendo menos restritivo em relação aos métodos de produção adotados.

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Vinhos do mundo: Uruguai e seus vinhos de personalidade

O Uruguai é o quarto maior produtor de vinhos do continente americano. Suas primeiras uvas viníferas foram cultivadas há mais de 250 anos, mas a produção da bebida só começou a ser realizada comercialmente na segunda metade do século XIX. Na década de 1970, houve uma renovação na vitivinicultura local: foram introduzidas novas técnicas de plantio e cultivo, bem como novas variedades de uvas, que possibilitaram um desenvolvimento substancial à indústria.

Atualmente, além da qualidade de seus terroirs com clima mediterrâneo e solo fértil, há uma gama de variedades plantadas que elevaram o padrão do vinho. A maneira artesanal e a relação respeitosa que os produtores têm com as uvas que cultivam tornaram seus vinhos premiados e reconhecidos no mercado internacional. Na maioria das vezes, eles são quase espelho de seus criadores, carregando em suas notas de degustação o DNA do produtor.

O Uruguai possui três regiões que se destacam na produção de vinhos: Canelones, região que concentra a maior parte da produção, localizada próxima à capital, Montevidéu; Colônia, onde está localizada a vinícola mais antiga do Uruguai, a Bodega Los Cerros de San Juan; e Maldonado, mais nova região produtora de vinhos do Uruguai e situada próxima a uns dos balneários mais famosos e visitados do Uruguai, Punta Del Este.

A Tannat, casta originária do sul da França, é a principal uva do Uruguai e da qual se produzem os melhores vinhos, graças à ótima adaptação ao solo e clima da região. As características principais dos Tannat são os taninos suaves e macios, boa estrutura e uma coloração atraente. Seu cultivo não é simples: os produtores precisam ter muito cuidado com a concentração de açúcar na uva e com o perfeito amadurecimento, pois esses dois fatores influenciam na adstringência do vinho. Além de ser usada para a produção de vinho varietal, os uruguaios também a utilizam na produção de vinhos de corte, sendo misturada com Cabernet Sauvignon e Merlot.

O país abriga vinhedos em toda a sua extensão – 16 dos 19 estados uruguaios possuem plantações de uvas viníferas, a maior parte de uvas tintas, que representam mais de 80% das castas cultivadas. A Tannat representa 44% das plantações, mas outras castas como a Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Pinot Noir e Sauvignon Blanc também merecem destaque.

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Vinhos do mundo: o milenar vinho libanês

O Líbano possui uma história de viticultura de mais de seis milênios, sendo um dos mais antigos países a produzir vinho. No entanto, muitas guerras e complicações sociopolíticas prejudicaram o desenvolvimento da produção ao longo dos séculos. Somente na década de 90 a viticultura libanesa começou a renascer, a se projetar no mercado mundial e a conquistar uma boa reputação em países exigentes como França, Inglaterra e Estados Unidos. Nessa época, o país se tornou um protetorado da França, o que foi vital para o avanço dos vinhedos. A aproximação com o país trouxe ao Líbano variedades que se adaptaram muito bem e geram os melhores vinhos do país, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Cinsault, Syrah, Grenache e Mouvèdre.

A maioria dos vinhedos está localizada no Vale de Bekaa, de onde saem rótulos como o famoso Château Musar, considerado um dos melhores do mundo. Os vinhos da região possuem uma elegância e caráter impares, complexidade, equilíbrio, acentuada mineralidade, acidez e tanicidade. A segunda maior região produtora se localiza no norte, em Batroun, sendo também a que mais se expande. Apesar de possuir algumas cepas autóctones, como as brancas Obaideh e Merwah, com as quais é elaborada o Arak, bebida destilada típica do país, as cepas francesas dominam a viticultura libanesa. As tintas mais comuns são as internacionais Cinsault, Grenache, Carignan, Mourvèdre, Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Entre as brancas, destacam-se Chardonnay, Muscat, Sauvignon Blanc, Sémillon e Viognier.

No início da década de 90 havia apenas quatro vinícolas no país; hoje, ele conta com 45, que produzem oito milhões de garrafas de vinhos por ano, das quais cerca de 50% são exportadas. Vale dizer que o Líbano é um dos países que menos consomem vinhos no mundo, graças à religião muçulmana, predominante entre a população – portanto, a exportação é essencial para a manutenção da viticultura libanesa.

Mais do que exótico, o vinho libanês é um produto de excelente qualidade que vale a pena ser degustado!

Vinhos do mundo: a singularidade da Nova Zelândia

Os primeiros vinhedos da Nova Zelândia foram plantados em 1840, em Kerikeri, Bay of Island, Ilha do Norte, pelo missionário anglicano Samuel Mardsen. Entretanto, os primeiros vinhos só começaram a ser produzidos vinte anos depois. Alguns fatos conspiraram para a que viticultura não prosperasse de forma desejável, como a população de origem predominantemente inglesa, voltada para o consumo de cerveja, a fundação da New Zealand Temperance Society, que pregava a proibição de qualquer bebida alcoólica, e sequelas da praga Filoxera, que atingiu a região por volta de 1895. A produção do vinho e o interesse pela bebida começam de fato em 1970, época em que há uma importante revolução em relação à bebida.

Um dado curioso: a Nova Zelândia é a região produtora mais isolada do planeta, situada a cerca de 1600 km da Austrália. Ela possui dez regiões produtoras e 530 vinícolas, distribuídas pelas ilhas do Norte e do Sul. Das ilhas do Norte a mais importante é a Auckland, conhecida por produzir excelentes vinhos tintos. As demais regiões são Waikato, Wellington, Hawkes Bay, Northland e Gisborne. Nas ilhas do Sul, destaque para a região de Marlborough, a mais conhecida e com melhor reputação do país – estima-se que mais de 150 vinícolas estejam localizadas lá. No lado Sul ainda se encontram as regiões de Nelson, Canterbury e Central Otago.

O país é consagrado por produzir alguns dos melhores vinhos brancos do mundo, elaborados a partir das castas Sauvignon Blanc e Chardonnay. Também produz fantásticos vinhos tintos, como Pinot Noir, Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon. Outras castas brancas como a Semillon, Riesling, Gewürztraminer e Pinot Gris também originam vinhos secos, leves, aromáticos e excelentes espumantes. Atualmente, a Nova Zelândia é conhecida por produzir vinhos singulares e de altíssima qualidade e exporta, em média, 58,7 milhões de litros por ano!

Vinhos do mundo: a diversidade de estilos e sabores da África do Sul

Intensos e elegantes – assim são definidos os vinhos da África do Sul, que unem a tradição das bebidas do Velho Mundo com o estilo moderno do Novo Mundo. Seus vinhedos foram plantados no começo do século XVII, pela holandesa Cia das índias Orientais, e a viticultura recebeu um grande impulso com a chegada de imigrantes franceses à região do Cabo. Ao longo do tempo, plantações foram sendo espalhadas por outras regiões, sendo Constantia a principal delas. Durante o período de apartheid, a África do Sul ficou à margem do mercado mundial devido ao boicote dos países democráticos, retomando seu espaço apenas após o fim do regime, em 1994.

Hoje, o país, de clima temperado, consolidou-se como uma potência internacional da viticultura e está entre os dez maiores produtores do mundo. Estima-se que há, atualmente, cerca de 340 vinícolas, 4.500 produtores em atividade e 100 mil hectares de vinhedos plantados. A partir de 1973, as regiões de vinhos foram divididas oficialmente em distritos e bairros. São cinco as regiões: Coast, Olifants River, Boberg, Breede River Valley e Klein Karoo. As castas mais plantadas são Chenin Blanc, Cabernet Sauvignon, Colombard, Shiraz e Sauvignon Blanc, sendo o vinho proveniente da Chenin Blanc considerando um dos melhores vinhos brancos fora da região do Vale do Loire, na França.

Apesar da força da Chenin Blanc, a África do Sul tem na Pinotage a imagem de sua uva mais emblemática. A casta foi criada em 1925, na própria região, pelo professor Abraham Izak Perold, a partir de um cruzamento entre as uvas Pinot Noir e Cinsaut, e seus vinhos são intensos e encorpados, com um aroma único. Como se não bastasse a diversidade de estilos e sabores, os vinhos do país ainda têm uma grande vantagem: uma excelente relação entre qualidade e preço. São rótulos inesquecíveis, pode apostar!

 

Vinhos do mundo: a tradição milenar da Grécia

Quanto o assunto é vinho, a Grécia pode ser definida em uma palavra: tradição. Historiadores apontam que as primeiras vinhas que se tem notícia apareceram no país, por volta de 4000 a.C.. A mais antiga prensa do mundo foi conservada na ilha de Creta e, na renomada obra “Ilíada”, Homero descreve muitas cidades gregas como produtoras da bebida e elogia seu modo de prepará-la.

As técnicas de vinificação passaram por grandes mudanças de alguns anos pra cá, além de altos investimentos em tecnologia, possibilitando a produção de excelentes rótulos. No país são cultivadas cerca de 300 variedades de uvas. Ele divide sua produção total em cinco macrorregiões: Norte (com destaque para a Macedônia); Grécia Central e Áttica; Peloponeso e Ilhas Jônicas; Creta; e Ilhas do Egeu. Na Macedônia, destaque para as uvas Xynomavro, Mosxomavro e Athiri e, no Peloponeso, para a Agiorgitiko. Também são muito apreciadas as uvas Moschofilero, Xinomavro, Agiorgitiko, Athiri e Roditis.

Os melhores vinhos brancos são produzidos nas ilhas Kefalonia, Limnos e Santorini – desta última, vale destacar os vinhos produzidos a partir das uvas Assyrtico, de toque cítrico. Outras utilizadas para fabricação de vinhos brancos são a Moschofilero e Malagousiá. A produção do tradicional Retsína, um dos ícones da Grécia, feito com adição de resina de pinheiro ao vinho branco durante a fermentação, concentra-se ao redor de Atenas.

A imensa diversidade de uvas tem explicação: 80% da superfície terrestre do país é formada por montanhas e ele possui uma costa com 13.676 quilômetros de comprimento. Soma-se a essa característica a diversidade de solos que vão do vulcânico ao calcário, passando pelo argiloso e arenoso. Simplificar a definição climática dos vinhedos gregos como mediterrânea é, portanto, um erro.

Com 130 mil hectares de vinhedos e cerca de 180 mil produtores de uvas, os vinhedos se caracterizam por serem pequenos e pelo cultivo manual, que muitas vezes coexiste com outras culturas. São bebidas de excelente qualidade, elegantes, exuberantes e com muita personalidade. Infelizmente, trata-se de um vinho que nunca alcançará volume de produção para competir com outras potências do mundo – para se ter ideia, o país inteiro produz menos vinho que a região de Bordeaux. Mas isso não o torna menos atraente: pelo contrário, um rótulo desses em sua adega fará toda diferença!

Vinhos do mundo: a autenticidade do vinho português

Portugal possui uma longa tradição vinícola. Sua origem remonta à antiguidade clássica, quando a região sofreu influência dos fenícios, gregos e celtas. Porém, foi com os romanos que a região se estabeleceu como grande produtora, como resposta à demanda crescente da população do Império. Com as grandes navegações, o vinho português se espalhou por todo o mundo, sendo levado pelas caravelas e pelas missões jesuítas aos novos continentes.

O país possui clima e solo favoráveis à produção da bebida e ainda uma vantagem que o coloca à frente de muitos outros: sua imensa quantidade de vinhos, graças à riqueza de suas cepas nativas. São mais de 250 castas, sendo as mais utilizadas a Baga, Castelão, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Fernão Pires e Encruzado. Essa característica o torna um dos poucos países que fogem ao cultivo majoritário de uvas francesas, como cabernet sauvignon e chardonnay.

Uma das principais regiões produtoras é a região do Douro, responsável por nada menos que 47% da produção do Vinho do Porto do país. O conhecido vinho enriquecido português surgiu com a necessidade de conservar a bebida que era destinada à Inglaterra e que precisava percorrer um grande trajeto pelo Rio Douro e pelo Oceano até chegar lá. Por isso, ela era fortificada com água ardente, feita a partir do bagaço das uvas. Outras regiões de destaque são Tejo, Alentejo (a maior, com 31 mil km² de área), Dão, Bairrada e Vinho Verde.

Trata-se do nono maior exportador de vinho do mundo – no ano passado, ele vendeu 2,8 milhões de hectolitros para o exterior, totalizando 734 milhões de euros (o país reserva cerca de 180 mil hectares para a produção da bebida). E ele também sabe beber, viu? É o país com maior consumo de vinho por habitante do mundo: são 54 litros por pessoa por ano!

Na semana que vem tem mais! 🙂

Vinhos do mundo: a versatilidade do vinho espanhol

Tintos, brancos, rosados, caros, baratos, quentes, macios, exuberantes… A variedade de estilos e preços de vinhos que a Espanha contém é de encher os olhos de qualquer amante da bebida, especialmente dos apreciadores dos melhores exemplares do Novo Mundo.

Isso se deve não apenas à grande variedade de uvas plantadas – são cerca de 600! –, como também ao clima e solo peculiares, que são bem diferentes de uma região para outra, o que afeta diretamente o paladar. Apesar disso, a maior parte dos vinhos é produzida com 20 castas, entre elas as tintas Tempranillo, Garnacha, Monastrell e Bobal e as brancas Airén, Palomino, Macabeo e Pardina.

Saboreie rótulos tradicionais, como os elaborados na Rioja, até os modernos, com sabores frutados e complexos, como aqueles feitos na região do Priorato.

Se você estiver procurando uma boa mistura de tradição e variedade, a Espanha é o país perfeito!

Vinhos do mundo: é hora de desvendar os segredos da França

É claro que nosso tour não poderia deixar de passar pela França, país tradicionalíssimo quando o assunto é vinho. Vamos saber um pouco mais sobre as incríveis vinícolas francesas?

França

O país do Velho Mundo é a grande inspiração de vinhos produzidos em todo o globo.

A tradição é imensa, assim como a variedade de estilos e sua capacidade de envelhecimento. Trata-se da maior potência vinícola do mundo, com produção média de 4,6 bilhões de litros por ano e maior consumo per capita entre os países da Europa.

São mais de 15 regiões vinícolas, como as famosas Borgonha, Bordeaux, Champagne, Loire, Alsácia Francesa e Vale do Rhône. Entre as mais variadas castas estão Malbec, Merlot, Chardonnay, Riesling, Pinot Noir, Carmenère e Sauvignon Blanc – responsáveis pela produção de exemplares de características extremamente marcantes.

Não é por acaso que a expressão “terroir” é da língua francesa e não tem tradução para nenhum outro idioma. Segundo o Guia Larousse, significa “a relação mais íntima entre o solo e o microclima particular, que concebe o nascimento de um tipo de uva, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho, sem que ninguém consiga explicar o porquê”. Uau! A relação da uva com seu solo na França é ímpar e, por isso, ele é campeão nesse conceito.

E você, é fã do vinho francês? Escreva pra gente!