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Vinhos de mesa e vinhos finos: você sabe a diferença?

Você provavelmente já deve ter ouvido os termos vinhos de mesa e vinhos finos por aí. Mas o que distingue um do outro?

A diferença entre as duas bebidas está no tipo de uva utilizado. A videira pertence ao gênero Vitis, que possui mais de quarenta espécies, entre as quais a Vitis vinifera, que, por sua vez, conta com mais de cinco mil variedades, como as famosas Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay.

Os vinhos produzidos a partir das uvas Vitis vinifera são os chamados vinhos finos e conhecidos pela sua altíssima qualidade. São límpidos e brilhantes, lembrando frutas, notas florais e uma infinidade de outras percepções, tanto no olfato quanto no paladar.

Já os vinhos produzidos a partir de outras espécies, como Vitis labrusca, Vitis rupestris, Vitis riparia e Vitis bourquina, são chamados de vinhos de mesa. Eles são mais adequados para o consumo direto e possuem qualidade inferior. Geralmente são opacos, têm aromas rústicos e paladar muito simples e intenso. Seu grande atrativo está no preço.

Lembre-se!

Antes de comprar a bebida, leia com atenção todas as informações do rótulo para se certificar de que você está escolhendo o tipo de vinho que procura.

Leia muitas outras notícias e curiosidades aqui!

Aprenda a harmonizar vinhos com a sua pizza preferida

Muito se fala sobre harmonizar vinhos com carnes, peixes e massas, mas você já parou pra pensar que seu sabor preferido de pizza também pede uma combinação específica? Para ajudá-lo nessa missão, selecionamos os sabores mais pedidos nas pizzarias e indicamos seu par perfeito, confira!

– Pizza de calabresa ou pepperoni + Cabernet Sauvignon

Embutidos, como calabresa e pepperoni, são bem salgados e condimentados. Eles pedem vinhos de sabor intenso, mais frutado e com taninos marcantes – portanto, nada melhor que um belo Cabernet Sauvignon! A de peperoni também combina com vinhos produzidos com a uva Riesling, ácida e de sabor discretamente adocicado.

– Pizza de mussarela + Merlot ou Chardonnay

Esse queijo é gorduroso e salgado, por isso vale a pena investir em vinhos mais leves, com alta acidez e poucos taninos. Se forem macios, melhor ainda. Entre os tintos, vá de Merlot; se preferir os brancos, escolha um Chardonnay.

– Pizza Marguerita + Sangiovese

Os vinhos produzidos com a uva Sangiovese, como os bons Chianti, são os melhores parceiros para essa pizza. Os taninos discretos, seu toque frutado e sua acidez contrastam com a gordura do queijo e acompanham as notas frutadas do tomate e heráceas do manjericão.

– Pizza de atum + vinho rosé

O atum tem um sabor forte e não é um peixe leve como os demais. A dica aqui é apostar em um rosé, não tão leve quanto um branco, mas também não tão pesado quanto um tinto. Na medida!

– Pizza de quatro queijos + Pinot Noir, Barbera ou espumante

Esqueça os taninos, eles estragariam essa intensa e harmoniosa combinação de queijos. Opte por vinhos mais ácidos, como Pinot Noirs e Barberas. Outra boa dica são espumantes, já que suas borbulhas  limpam o paladar como nenhum outro vinho. Escolha espumantes produzidos com Chardonnay e se surpreenda com o sabor dessa harmonização!

– Pizza de rúcula com tomate seco + Sauvignon Blanc

É uma pizza bem leve, que se destaca pelos toques herbáceos. A melhor opção é um Sauvignon Blanc, que é discretamente ácido e que não vai competir com o sabor da sua fatia. Pizzas de outros vegetais, como de abobrinha, também ficam uma delícia com esse vinho!

– Pizza Portuguesa + Jerez

Uma das mais difíceis de harmonizar devido à grande quantidade de ingredientes. Um dos únicos vinhos capazes de harmonizar ovo, e que ainda vai conversar bem com o presunto, é o Jerez, bem seco, ácido e com notas minerais, salinas e amendoadas. Um Merlot também pode cair bem.

– Pizza de frango com catupiry + vinho rosé ou Pinot Noir

O vinho escolhido deve aguentar a gordura e corpo do queijo e a delicadeza do frango. Opte  por vinhos rosés ou Pinot Noir – ambos possuem corpo leve e discreta acidez.

– Pizza de cogumelos + Carménère

Para destacar o sabor de cogumelos frescos, como o shimeji, o shitake, e até mesmo o champignon, nada melhor que um vinho terroso, como o Carménère.

– Pizza Baiana + Gewürztraminer

Para pizzas apimentadas, experimente vinhos produzidos com a uva branca Gewürztraminer. Vinhos da uva Syrah, que possuem leves notas frutadas e frescas em seu aroma e paladar, também vão bem.

– Pizzas doces

Pizzas doces pedem vinhos também mais doces, então a dica é harmonizar com um vinho de sobremesa, um vinho do Porto ou os espumantes Moscatel ou Asti.

E aí, gostou das dicas? Então, escolha sua pizza favorita e bom apetite!

Vinhos do mundo: Uruguai e seus vinhos de personalidade

O Uruguai é o quarto maior produtor de vinhos do continente americano. Suas primeiras uvas viníferas foram cultivadas há mais de 250 anos, mas a produção da bebida só começou a ser realizada comercialmente na segunda metade do século XIX. Na década de 1970, houve uma renovação na vitivinicultura local: foram introduzidas novas técnicas de plantio e cultivo, bem como novas variedades de uvas, que possibilitaram um desenvolvimento substancial à indústria.

Atualmente, além da qualidade de seus terroirs com clima mediterrâneo e solo fértil, há uma gama de variedades plantadas que elevaram o padrão do vinho. A maneira artesanal e a relação respeitosa que os produtores têm com as uvas que cultivam tornaram seus vinhos premiados e reconhecidos no mercado internacional. Na maioria das vezes, eles são quase espelho de seus criadores, carregando em suas notas de degustação o DNA do produtor.

O Uruguai possui três regiões que se destacam na produção de vinhos: Canelones, região que concentra a maior parte da produção, localizada próxima à capital, Montevidéu; Colônia, onde está localizada a vinícola mais antiga do Uruguai, a Bodega Los Cerros de San Juan; e Maldonado, mais nova região produtora de vinhos do Uruguai e situada próxima a uns dos balneários mais famosos e visitados do Uruguai, Punta Del Este.

A Tannat, casta originária do sul da França, é a principal uva do Uruguai e da qual se produzem os melhores vinhos, graças à ótima adaptação ao solo e clima da região. As características principais dos Tannat são os taninos suaves e macios, boa estrutura e uma coloração atraente. Seu cultivo não é simples: os produtores precisam ter muito cuidado com a concentração de açúcar na uva e com o perfeito amadurecimento, pois esses dois fatores influenciam na adstringência do vinho. Além de ser usada para a produção de vinho varietal, os uruguaios também a utilizam na produção de vinhos de corte, sendo misturada com Cabernet Sauvignon e Merlot.

O país abriga vinhedos em toda a sua extensão – 16 dos 19 estados uruguaios possuem plantações de uvas viníferas, a maior parte de uvas tintas, que representam mais de 80% das castas cultivadas. A Tannat representa 44% das plantações, mas outras castas como a Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Pinot Noir e Sauvignon Blanc também merecem destaque.

Vá ao Empório e experimente deliciosos vinhos uruguaios! 🙂

Vinhos do mundo: a tradição milenar da Grécia

Quanto o assunto é vinho, a Grécia pode ser definida em uma palavra: tradição. Historiadores apontam que as primeiras vinhas que se tem notícia apareceram no país, por volta de 4000 a.C.. A mais antiga prensa do mundo foi conservada na ilha de Creta e, na renomada obra “Ilíada”, Homero descreve muitas cidades gregas como produtoras da bebida e elogia seu modo de prepará-la.

As técnicas de vinificação passaram por grandes mudanças de alguns anos pra cá, além de altos investimentos em tecnologia, possibilitando a produção de excelentes rótulos. No país são cultivadas cerca de 300 variedades de uvas. Ele divide sua produção total em cinco macrorregiões: Norte (com destaque para a Macedônia); Grécia Central e Áttica; Peloponeso e Ilhas Jônicas; Creta; e Ilhas do Egeu. Na Macedônia, destaque para as uvas Xynomavro, Mosxomavro e Athiri e, no Peloponeso, para a Agiorgitiko. Também são muito apreciadas as uvas Moschofilero, Xinomavro, Agiorgitiko, Athiri e Roditis.

Os melhores vinhos brancos são produzidos nas ilhas Kefalonia, Limnos e Santorini – desta última, vale destacar os vinhos produzidos a partir das uvas Assyrtico, de toque cítrico. Outras utilizadas para fabricação de vinhos brancos são a Moschofilero e Malagousiá. A produção do tradicional Retsína, um dos ícones da Grécia, feito com adição de resina de pinheiro ao vinho branco durante a fermentação, concentra-se ao redor de Atenas.

A imensa diversidade de uvas tem explicação: 80% da superfície terrestre do país é formada por montanhas e ele possui uma costa com 13.676 quilômetros de comprimento. Soma-se a essa característica a diversidade de solos que vão do vulcânico ao calcário, passando pelo argiloso e arenoso. Simplificar a definição climática dos vinhedos gregos como mediterrânea é, portanto, um erro.

Com 130 mil hectares de vinhedos e cerca de 180 mil produtores de uvas, os vinhedos se caracterizam por serem pequenos e pelo cultivo manual, que muitas vezes coexiste com outras culturas. São bebidas de excelente qualidade, elegantes, exuberantes e com muita personalidade. Infelizmente, trata-se de um vinho que nunca alcançará volume de produção para competir com outras potências do mundo – para se ter ideia, o país inteiro produz menos vinho que a região de Bordeaux. Mas isso não o torna menos atraente: pelo contrário, um rótulo desses em sua adega fará toda diferença!

O Inconfundível Moscatel

Doce e aromática, a uva moscatel não é apenas uma variedade de uva, e sim uma grande família que – apesar de possuírem formas, cores e tamanhos diversos – tem uma forte característica em comum: o aroma intenso e inconfundível.

Um vinho que lembra uva até parece óbvio, mas não é!

Uma peculiaridade da Moscatel é produzir vinhos que, curiosamente, trazem aromas de uvas. O único aroma de fruta que raramente se encontra em um vinho é justamente o de uva.

No Brasil, é comum encontrar o espumante moscatel como opção para sobremesas e aperitivos! E sim, é uma ótima pedida! Melhor do que isso, é um vinho que vai praticamente com tudo.

Leve, aromático e fácil de agradar qualquer paladar, o moscatel deve ser servido bem fresco, entre 4ºC e 6ºC, o que faz dele uma excelente companhia para o verão. É bom sair da tradicional cerveja gelada às vezes, não é?

Aliás, a produção brasileira se destaca: as condições climáticas e o solo da Serra Gaúcha favorecem a produção da acidez das uvas, a qual é essencial para balancear a doçura do espumante. Os enólogos brasileiros já se tornaram especialistas na elaboração dessa bebida tão agradável!

Que tal arriscar um moscatel para sua próxima reunião com os amigos ou com a família? Aproveite as férias, o verão brasileiro, as festas dessa época do ano… seu paladar agradece!

 

 

 

Uvas desconhecidas e vinhos fascinantes

Quando começamos a nos aventurar no mundo dos vinhos, é natural que se busque as uvas mais famosas e aclamadas.  Muita gente está acostumada a conhecer os vinhos por nomes como: Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Syrah, Malbec, Nebbiolo, Chardonnay, Sauvignon Blanc e até Carménère.

E claro, todas essas em suas características, são maravilhosas e dignas de uma experiência única.

Mas, e se a garrafa do seu Syrah trouxesse um corte com as uvas Picpoul Noir e Grenache Noir?

Existem desconhecidas castas que produzem vinhos muito especiais e alguns até excepcionais. Esqueça aquela história de que, para beber um grande vinho, é necessário que ele seja produzido a partir de uma uva “famosa”.

Existem com certeza mais de mil variedades de uvas viníferas pelo mundo, e muitas delas são autóctones, ou seja, nativas e cultivadas apenas num determinado local. É importante lembrar que uma mesma variedade de uva, plantada em locais de clima e solo diferentes, produz vinhos com características distintas. O que só pode ser vantajoso pra quem experimenta todos eles, não é?

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Se você busca um vinho original e único – e na maioria das vezes com bom preço – procure por uvas autóctones e surpreenda-se!

O blend Syrah, Picpoul Noir e Grenache Noir ali de cima, foi uma dessas gratas surpresas. Um rosé caprichado, frutado e muito leve, servido resfriado, que com certeza pode fazer parte do seu fim de semana, de um jantar especial, de uma reunião simples e divertida.

O bom é garimpar e comparar, na taça! Tin-tin!

As Seleções e os Vinhos

A Copa do Mundo está com os dias contados para começar e esse ano, o evento é ainda mais especial. Se a maioria dos brasileiros já gosta de um bom futebol, imagina quando o maior evento do mundo desse esporte está sendo sediado pelo Brasil, a paixão aumenta mais ainda! No total, 32 seleções virão até o nosso país para decidir qual delas é a melhor em campo, mas essa é uma ótima oportunidade para falar sobre a seleção dos vinhos.

A Itália e seus vinhos diversificados

Os italianos estão entre os que vêm disputar a Copa do Mundo. Ainda não sabemos exatamente como será seu desempenho em campo, mas quando se trata de vinhos, a variedade desse país é tão grande, que é praticamente impossível conhecer todas as opções. No nordeste do país, os vinhos brancos se destacam, sobretudo o Ribolla e o Verduzzo. Já os vinhos tintos se concentram mais no noroeste, é o caso do Barolo e Barbaresco, que são indicados para todos os paladares, não apenas aos entusiastas de vinhos. A região sul da Itália está entrando agora no universo vinícola, mas já se destaca, especialmente quando se trata dos vinhos sicilianos, como o Nero d’Avola, com um toque aroma de amoreira.

Argentina e os vinhos produzidos na região da Patagônia

Esse local do extremo sul argentino não está isento da produção vinícola, muito pelo contrário! Na Patagônia, são produzidos vinhos com grande variedade, mas principalmente os Pinot Noir. A pureza do próprio ambiente é uma das condições que facilita o cultivo das uvas para a produção do vinho na Patagônia, sobretudo na região do Alto Valle de Río Negro, um dos mais ricos da Argentina. Nesse local, a produção dos vinhos brancos é a que mais se sobressai.

Portugal e os vinhos do Alentejo

Os vinhos do Alentejo são reconhecidos internacionalmente por sua alta qualidade, sendo produzidos em uma região vinícola com mais de 20 mil hectares, em que o clima favorece o cultivo de uvas perfeitas para a fabricação de vinhos. Isso tudo é uma tradição que foi deixada pelo império romano por volta do ano 30 a.C. Os vinhos produzidos no Alentejo, em sua maioria, são tintos e bem fortes, por isso, costumam agradar o paladar de quem já está mais acostumado com essa bebida. Os brancos são mais suaves e recebem aromas de outras frutas também. Os principais vinhos tintos são o Corropio e Grand Noir, enquanto os brancos de destaque são o Alvarinho e Arinto.

Brasil e os vinhos do Vale do Vinhedo

O Brasil também se destaca na produção vinícola. O Vale do Vinhedo, no Rio Grande do Sul, é um verdadeiro roteiro cultural para os amantes da bebida, que recebeu muitas influências da imigração italiana. A vinícola de Bento Gonçalves é uma das que mais se destaca no vale, mas todos os vinhos produzidos nessa região são certificados por sua procedência e qualidade. Quem vai até o Vale do Vinhedo pode visitar as vinícolas e apreciar os vinhos produzidos.