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Santo de casa faz milagre! 4 motivos pra beber vinho brasileiro

Por que damos tanto valor aos vinhos argentinos, franceses e italianos? Porque são deliciosos, claro! Mas, se engana quem pensa que no Brasil não temos excelentes rótulos, que disputam de perto o pódio dos melhores vinhos.

Listamos 4 motivos que podem te levar a apreciar cada vez mais, os vinhos brazucas. Vale a pena!

  1. Espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo!

Temos ótimos vinhos e com uma grande diversidade, mas os espumantes do Brasil merecem destaque especial (lembrando que espumante é um tipo de vinho). Já faz algum tempo que as nossas “borbulhas” vêm fazendo sucesso no Brasil e no exterior.

Uma das maiores especialistas de vinhos do mundo –  Jancis Robinson – já mencionou o quanto gostou e chamou sua atenção um espumante feito em Pinto Bandeira, interior do RS.

Além dela, diversos consumidores e especialistas vêm destacando nossos espumantes. Aqui mais uma vez, diversidade e preços dos produtos locais são imbatíveis. O espumante brasileiro é reconhecido internacionalmente!

2. Preço

Com certeza, um dos grandes diferenciais dos vinhos  nacionais. Se comparado com bons vinhos vindos do exterior, um produto de qualidade similar feito no Brasil vai ter um preço – na grande maioria das vezes – mais acessível.

Ponto importante a considerar aqui é que os vinhos vendidos no Brasil, tanto importados como nacionais, poderiam ter preços bem mais baixos, se não fossem as pesadas cargas tributárias.

vinhobrasil

3. Diversidade

Outra grande vantagem, além da qualidade e do preço, é que possuímos ótimos produtos de diversos tipos, seja tinto, branco, espumante  e até rosé. Sim, até rosé!

Vale a pena – se você é fã desse tipo de vinho – experimentar alguns rosés nacionais. Você irá se surpreender! Vinho brasileiro tem muita diversidade!

4. Vinhos Premiados

Nem todo mundo se importa com produtos premiados. Mas, num evento onde nossos vinhos disputam com vinhos do mundo todo, ele se destacou!

Recentemente uma Chardonnay produzida em Bento Gonçalves conquistou medalha de ouro em um concurso realizado na região de Borgonha, na França, concorrendo com vinhos da mesma uva. Se você não sabe, a Borgonha é reconhecida como o local onde se produzem os melhores vinhos com a Chardonnay no mundo. E o Brasil estava lá ficando entre os melhores do concurso.


Qualidade, diversidade, bom preço e a certeza que nossos vinhos são especiais. Agora você tem motivos de sobra pra escolher rótulos brazucas na próxima compra! Você não irá se arrepender!

Confira aqui, alguns dos nossos vinhos – nacionais e importados.

Quentão ou vinho quente?

Mês de junho é época de arraial! E em festa junina que se preze não pode faltar comidas típicas, bandeirinhas, fogueira, quadrilha, e claro o quentão ou o vinho quente. Ou, por que não, os dois.

O frio marca presença nessa época do ano, e o quentão é a bebida perfeita! Algumas receitas levam cachaça, outras vinho, somado as especiarias como cravo, canela e gengibre, o sabor é inconfundível e o preferido das festas! Já no vinho quente, a receita leva pedaços de frutas o que é uma excelente ideia pra incrementar a bebida!

Você não precisa esperar as festas juninas para poder tomar aquele vinho quente ou quentão especial que tanto combina com o inverno.

A receita é simples e aqui vai alguns “truques”:

  • As duas levam praticamente os mesmos ingredientes, mas a principal diferença é que no Sudeste e Nordeste do Brasil o quentão é feito com cachaça ao invés do vinho.
  • Para quem gosta da bebida forte, a sugestão é prepará-la com o gengibre em pedaços pequenos.
  • Use o vinho tinto seco, que foi 100% fermentado e feito com uvas viníferas, ao contrário do vinho suave que tem a adição de açúcar e sua fermentação foi interrompida.
  • Sirva com canela em pau! O sabor fica incrível!

Gostou? Veja aqui como preparar!

 

 

3 vinhos brasileiros entre 100 melhores

Engana-se quem acredita que bons vinhos custam caro. Os três melhores rótulos brasileiros custam menos de 30 reais e figuram na lista dos 100 melhores do mundo, segundo ranking realizado pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores (WAWWJ).

Em alguns casos, um bom vinho vale o investimento. O champanhe Charles Heidsieck Blanc des Millénaires, safra de 1995, foi eleito o melhor do mundo pelo ranking e custa entre 250 reais e 350 reais, fora taxas de importação.

Entretanto, esse não é o caso dos nacionais. As bebidas brasileiras ranqueadas custam menos de 30 reais e podem ser encontrados em supermercados e empórios especializados.

O Aurora Espumante Moscatel, 56º lugar. No 65º lugar, o rótulo Aurora Reserva Merlot 2011. Por fim, o Garibaldi Espumante Moscatel, figura no 97º lugar do ranking.

O Ranking Mundial de Vinhos é elaborado com base nos resultados de concursos nacionais e analisa as Sociedades Vitivinícolas e os vinhos de cada país. Foram avaliadas 650 mil bebidas.

Leia a matéria completa e original na Exame.com

O Consumo de Vinhos no Brasil

O Brasil, ao contrário de muitos países europeus ou até mesmo sul-americanos, não possui o hábito de beber vinho.

Os motivos são vários: falta de conhecimento, “elitização” da bebida (ou seja, o vinho normalmente é associado a classes altas e todos pensam que possui valores inacessíveis, o que não é verdade) e, por último, a falta de produtos nacionais com qualidade mais elaborada (mesmo apesar de existirem boas opções brasileiras).

A tendência, no entanto, é que essa situação comece a mudar. Os vinhos brasileiros são feitos basicamente de uvas de espécies americanas, com sabor muito marcante e – principalmente – frutado. Esse é um sabor que afasta quem experimenta a bebida pela primeira vez, fazendo com que não voltem a degustá-la. No entanto, muitos produtores brasileiros estão investindo em outras espécies de uva, muitas vezes com sabor não tão acentuado e mais agradável ao paladar.

Apenas para ter ideia de como o mercado é novo no país, as produtoras nacionais de vinho possuem em média de 30 a 40 anos de existência. Quase toda produção está concentrada no Rio Grande do Sul. Estima-se que, de cada 10 vinhos brasileiros, nove deles foram feitos nesse estado.

Esse é outro indício de que há possibilidade de expansão para o mercado. Outros estados estão investindo em vinícolas, o que aumentará a oferta e contribuirá para diminuir o preço. Com uma carta de vinhos nacionais maior e mais acessível, o brasileiro poderá ingressar no mundo da enologia.

Por fim, alguns dados para comprovar o que explicamos acima. No início da década de 1990, eram produzidos no Brasil mais de treze milhões de litros de vinho. Dez anos depois, esse volume saltou para mais de cinquenta milhões, ou seja, um aumento superior a 300%.

A dificuldade, no entanto, não é apenas inserir o vinho na lista de bebidas, criando o hábito de consumo. O problema maior é concorrer com outra bebida alcoólica, muito tradicional no país, a cerveja. Um brasileiro médio consome 50 litros de cerveja, contra apenas um litro e meio de vinho. Este é um dado que demonstra uma grande diferença, mas que também revela que o mercado está aberto para uma expansão dos vinhos, que se concretizará, possivelmente, dentro de dois a seis anos.