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5 destinos nacionais imperdíveis para quem ama vinhos

Não é preciso ir muito longe para conhecer excelentes vinícolas e degustar vinhos de alta qualidade. Conheça cinco destinos turísticos no Brasil perfeitos para apreciar a bebida e conhecer novas culturas e paisagens deslumbrantes:

Bento Gonçalves

A Serra Gaúcha é a região mais famosa do país quando se trata da produção de vinho, graças ao clima propício e à forte presença dos imigrantes italianos que chegaram à região no século XIX – lá é produzido cerca de 90% do vinho brasileiro! Bento Gonçalves carrega o título de Capital Brasileira da Uva e do Vinho e faz parte do Vale dos Vinhedos, umas das regiões vitivinícolas mais importantes. Quem visita a cidade de janeiro a março tem a oportunidade de acompanhar a vindima, período entre a colheita da uva e a produção da bebida. Durante essa época acontece o Festival Bento em Vindima, no qual turistas podem participar da colheita e da pisa das uvas, tradicional método para extração do suco da fruta. Vale a pena visitar a Vinícola Salton, uma das principais do país, com mais de 100 anos de tradição e a Vinícola Aurora, a mais premiada da região. Gramado, Canela e Caxias do Sul também valem a visita – nessa última, aliás, há a vinícola Lacave, cujo castelo construído em arquitetura medieval é um espetáculo à parte.

Serra Catarinense

Os vinhos catarinenses são produzidos nas regiões do Vale Europeu, dos Encantos do Sul e nos Roteiros Nacionais de Imigração, mas é a Serra Catarinense, formada por São Joaquim, Lages e Urubici, o maior polo de produção e turismo relacionado à bebida. A grande maioria das cepas utilizadas é europeia e a qualidade das bebidas se assemelha aos melhores rótulos do Velho Mundo. Ideal para quem gosta de curtir um friozinho e a paisagem formada por araucárias.

Sul de Minas

Repleta de colônias italianas, essa região possui vinícolas que produzem saborosos vinhos tintos, brancos e rosés. As produções, que variam de rótulos artesanais aos de produção em larga escala, podem ser visitadas por turistas e oferecem saborosas degustações. O município de Andradas organiza no mês de julho a Festa do Vinho, ótima oportunidade para provar os melhores rótulos da região. De quebra, você ainda pode saborear as delícias da culinária mineira!

São Roque

Em São Paulo também existe um cantinho especial para os apaixonados por vinhos. São Roque, considerada a rota dos vinhos mais popular do Sudeste, fica a apenas 66 quilômetros da capital e seu roteiro inclui gastronomia, cultura, religião e aventura, garantindo um passeio que agrada a família inteira. O Roteiro do Vinho é uma rota asfaltada com 31 estabelecimentos distribuídos por três vias, que inclui vinícolas, adegas e restaurantes. Os visitantes podem fazer paradas para degustar a bebida, visitar sítios, ranchos, pesqueiros, plantações de uvas e alcachofras, adegas e ainda saborear comidas típicas da região. Visite a vinícola Góes, a mais famosa e a única que cultiva as desejadas uvas Cabernet Sauvignon.

Vale do São Francisco

Localizado entre Pernambuco e Bahia, o Vale do São Francisco conta com seis fazendas produtoras e detém cerca de 15% do mercado nacional, sendo responsável por uma das maiores produções de espumantes e moscatéis de qualidade do Brasil. O clima quente e a água para irrigação em abundância devido à presença do Rio São Francisco fazem com que as plantas se desenvolvam durante o ano todo e possibilitam que a região seja a única a produzir duas safras e meia ao ano. Visite as vinícolas Santa Maria, a maior do estado, e Ouro Verde, parte do Grupo Miolo.

Santo de casa faz milagre! 4 motivos pra beber vinho brasileiro

Por que damos tanto valor aos vinhos argentinos, franceses e italianos? Porque são deliciosos, claro! Mas, se engana quem pensa que no Brasil não temos excelentes rótulos, que disputam de perto o pódio dos melhores vinhos.

Listamos 4 motivos que podem te levar a apreciar cada vez mais, os vinhos brazucas. Vale a pena!

  1. Espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo!

Temos ótimos vinhos e com uma grande diversidade, mas os espumantes do Brasil merecem destaque especial (lembrando que espumante é um tipo de vinho). Já faz algum tempo que as nossas “borbulhas” vêm fazendo sucesso no Brasil e no exterior.

Uma das maiores especialistas de vinhos do mundo –  Jancis Robinson – já mencionou o quanto gostou e chamou sua atenção um espumante feito em Pinto Bandeira, interior do RS.

Além dela, diversos consumidores e especialistas vêm destacando nossos espumantes. Aqui mais uma vez, diversidade e preços dos produtos locais são imbatíveis. O espumante brasileiro é reconhecido internacionalmente!

2. Preço

Com certeza, um dos grandes diferenciais dos vinhos  nacionais. Se comparado com bons vinhos vindos do exterior, um produto de qualidade similar feito no Brasil vai ter um preço – na grande maioria das vezes – mais acessível.

Ponto importante a considerar aqui é que os vinhos vendidos no Brasil, tanto importados como nacionais, poderiam ter preços bem mais baixos, se não fossem as pesadas cargas tributárias.

vinhobrasil

3. Diversidade

Outra grande vantagem, além da qualidade e do preço, é que possuímos ótimos produtos de diversos tipos, seja tinto, branco, espumante  e até rosé. Sim, até rosé!

Vale a pena – se você é fã desse tipo de vinho – experimentar alguns rosés nacionais. Você irá se surpreender! Vinho brasileiro tem muita diversidade!

4. Vinhos Premiados

Nem todo mundo se importa com produtos premiados. Mas, num evento onde nossos vinhos disputam com vinhos do mundo todo, ele se destacou!

Recentemente uma Chardonnay produzida em Bento Gonçalves conquistou medalha de ouro em um concurso realizado na região de Borgonha, na França, concorrendo com vinhos da mesma uva. Se você não sabe, a Borgonha é reconhecida como o local onde se produzem os melhores vinhos com a Chardonnay no mundo. E o Brasil estava lá ficando entre os melhores do concurso.


Qualidade, diversidade, bom preço e a certeza que nossos vinhos são especiais. Agora você tem motivos de sobra pra escolher rótulos brazucas na próxima compra! Você não irá se arrepender!

Confira aqui, alguns dos nossos vinhos – nacionais e importados.

O Inconfundível Moscatel

Doce e aromática, a uva moscatel não é apenas uma variedade de uva, e sim uma grande família que – apesar de possuírem formas, cores e tamanhos diversos – tem uma forte característica em comum: o aroma intenso e inconfundível.

Um vinho que lembra uva até parece óbvio, mas não é!

Uma peculiaridade da Moscatel é produzir vinhos que, curiosamente, trazem aromas de uvas. O único aroma de fruta que raramente se encontra em um vinho é justamente o de uva.

No Brasil, é comum encontrar o espumante moscatel como opção para sobremesas e aperitivos! E sim, é uma ótima pedida! Melhor do que isso, é um vinho que vai praticamente com tudo.

Leve, aromático e fácil de agradar qualquer paladar, o moscatel deve ser servido bem fresco, entre 4ºC e 6ºC, o que faz dele uma excelente companhia para o verão. É bom sair da tradicional cerveja gelada às vezes, não é?

Aliás, a produção brasileira se destaca: as condições climáticas e o solo da Serra Gaúcha favorecem a produção da acidez das uvas, a qual é essencial para balancear a doçura do espumante. Os enólogos brasileiros já se tornaram especialistas na elaboração dessa bebida tão agradável!

Que tal arriscar um moscatel para sua próxima reunião com os amigos ou com a família? Aproveite as férias, o verão brasileiro, as festas dessa época do ano… seu paladar agradece!

 

 

 

Quentão ou vinho quente?

Mês de junho é época de arraial! E em festa junina que se preze não pode faltar comidas típicas, bandeirinhas, fogueira, quadrilha, e claro o quentão ou o vinho quente. Ou, por que não, os dois.

O frio marca presença nessa época do ano, e o quentão é a bebida perfeita! Algumas receitas levam cachaça, outras vinho, somado as especiarias como cravo, canela e gengibre, o sabor é inconfundível e o preferido das festas! Já no vinho quente, a receita leva pedaços de frutas o que é uma excelente ideia pra incrementar a bebida!

Você não precisa esperar as festas juninas para poder tomar aquele vinho quente ou quentão especial que tanto combina com o inverno.

A receita é simples e aqui vai alguns “truques”:

  • As duas levam praticamente os mesmos ingredientes, mas a principal diferença é que no Sudeste e Nordeste do Brasil o quentão é feito com cachaça ao invés do vinho.
  • Para quem gosta da bebida forte, a sugestão é prepará-la com o gengibre em pedaços pequenos.
  • Use o vinho tinto seco, que foi 100% fermentado e feito com uvas viníferas, ao contrário do vinho suave que tem a adição de açúcar e sua fermentação foi interrompida.
  • Sirva com canela em pau! O sabor fica incrível!

Gostou? Veja aqui como preparar!

 

 

3 vinhos brasileiros entre 100 melhores

Engana-se quem acredita que bons vinhos custam caro. Os três melhores rótulos brasileiros custam menos de 30 reais e figuram na lista dos 100 melhores do mundo, segundo ranking realizado pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores (WAWWJ).

Em alguns casos, um bom vinho vale o investimento. O champanhe Charles Heidsieck Blanc des Millénaires, safra de 1995, foi eleito o melhor do mundo pelo ranking e custa entre 250 reais e 350 reais, fora taxas de importação.

Entretanto, esse não é o caso dos nacionais. As bebidas brasileiras ranqueadas custam menos de 30 reais e podem ser encontrados em supermercados e empórios especializados.

O Aurora Espumante Moscatel, 56º lugar. No 65º lugar, o rótulo Aurora Reserva Merlot 2011. Por fim, o Garibaldi Espumante Moscatel, figura no 97º lugar do ranking.

O Ranking Mundial de Vinhos é elaborado com base nos resultados de concursos nacionais e analisa as Sociedades Vitivinícolas e os vinhos de cada país. Foram avaliadas 650 mil bebidas.

Leia a matéria completa e original na Exame.com

As Seleções e os Vinhos

A Copa do Mundo está com os dias contados para começar e esse ano, o evento é ainda mais especial. Se a maioria dos brasileiros já gosta de um bom futebol, imagina quando o maior evento do mundo desse esporte está sendo sediado pelo Brasil, a paixão aumenta mais ainda! No total, 32 seleções virão até o nosso país para decidir qual delas é a melhor em campo, mas essa é uma ótima oportunidade para falar sobre a seleção dos vinhos.

A Itália e seus vinhos diversificados

Os italianos estão entre os que vêm disputar a Copa do Mundo. Ainda não sabemos exatamente como será seu desempenho em campo, mas quando se trata de vinhos, a variedade desse país é tão grande, que é praticamente impossível conhecer todas as opções. No nordeste do país, os vinhos brancos se destacam, sobretudo o Ribolla e o Verduzzo. Já os vinhos tintos se concentram mais no noroeste, é o caso do Barolo e Barbaresco, que são indicados para todos os paladares, não apenas aos entusiastas de vinhos. A região sul da Itália está entrando agora no universo vinícola, mas já se destaca, especialmente quando se trata dos vinhos sicilianos, como o Nero d’Avola, com um toque aroma de amoreira.

Argentina e os vinhos produzidos na região da Patagônia

Esse local do extremo sul argentino não está isento da produção vinícola, muito pelo contrário! Na Patagônia, são produzidos vinhos com grande variedade, mas principalmente os Pinot Noir. A pureza do próprio ambiente é uma das condições que facilita o cultivo das uvas para a produção do vinho na Patagônia, sobretudo na região do Alto Valle de Río Negro, um dos mais ricos da Argentina. Nesse local, a produção dos vinhos brancos é a que mais se sobressai.

Portugal e os vinhos do Alentejo

Os vinhos do Alentejo são reconhecidos internacionalmente por sua alta qualidade, sendo produzidos em uma região vinícola com mais de 20 mil hectares, em que o clima favorece o cultivo de uvas perfeitas para a fabricação de vinhos. Isso tudo é uma tradição que foi deixada pelo império romano por volta do ano 30 a.C. Os vinhos produzidos no Alentejo, em sua maioria, são tintos e bem fortes, por isso, costumam agradar o paladar de quem já está mais acostumado com essa bebida. Os brancos são mais suaves e recebem aromas de outras frutas também. Os principais vinhos tintos são o Corropio e Grand Noir, enquanto os brancos de destaque são o Alvarinho e Arinto.

Brasil e os vinhos do Vale do Vinhedo

O Brasil também se destaca na produção vinícola. O Vale do Vinhedo, no Rio Grande do Sul, é um verdadeiro roteiro cultural para os amantes da bebida, que recebeu muitas influências da imigração italiana. A vinícola de Bento Gonçalves é uma das que mais se destaca no vale, mas todos os vinhos produzidos nessa região são certificados por sua procedência e qualidade. Quem vai até o Vale do Vinhedo pode visitar as vinícolas e apreciar os vinhos produzidos.

O Consumo de Vinhos no Brasil

O Brasil, ao contrário de muitos países europeus ou até mesmo sul-americanos, não possui o hábito de beber vinho.

Os motivos são vários: falta de conhecimento, “elitização” da bebida (ou seja, o vinho normalmente é associado a classes altas e todos pensam que possui valores inacessíveis, o que não é verdade) e, por último, a falta de produtos nacionais com qualidade mais elaborada (mesmo apesar de existirem boas opções brasileiras).

A tendência, no entanto, é que essa situação comece a mudar. Os vinhos brasileiros são feitos basicamente de uvas de espécies americanas, com sabor muito marcante e – principalmente – frutado. Esse é um sabor que afasta quem experimenta a bebida pela primeira vez, fazendo com que não voltem a degustá-la. No entanto, muitos produtores brasileiros estão investindo em outras espécies de uva, muitas vezes com sabor não tão acentuado e mais agradável ao paladar.

Apenas para ter ideia de como o mercado é novo no país, as produtoras nacionais de vinho possuem em média de 30 a 40 anos de existência. Quase toda produção está concentrada no Rio Grande do Sul. Estima-se que, de cada 10 vinhos brasileiros, nove deles foram feitos nesse estado.

Esse é outro indício de que há possibilidade de expansão para o mercado. Outros estados estão investindo em vinícolas, o que aumentará a oferta e contribuirá para diminuir o preço. Com uma carta de vinhos nacionais maior e mais acessível, o brasileiro poderá ingressar no mundo da enologia.

Por fim, alguns dados para comprovar o que explicamos acima. No início da década de 1990, eram produzidos no Brasil mais de treze milhões de litros de vinho. Dez anos depois, esse volume saltou para mais de cinquenta milhões, ou seja, um aumento superior a 300%.

A dificuldade, no entanto, não é apenas inserir o vinho na lista de bebidas, criando o hábito de consumo. O problema maior é concorrer com outra bebida alcoólica, muito tradicional no país, a cerveja. Um brasileiro médio consome 50 litros de cerveja, contra apenas um litro e meio de vinho. Este é um dado que demonstra uma grande diferença, mas que também revela que o mercado está aberto para uma expansão dos vinhos, que se concretizará, possivelmente, dentro de dois a seis anos.