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Saiba como montar sua primeira adega sem esforço

As adegas vêm se tornando cada vez mais populares graças à sua praticidade, à capacidade de preservação do vinho, e, claro, ao toque todo especial que dão ao ambiente. Os modelos elétricos, por exemplo, podem ser instalados em qualquer canto da casa e já viraram item recorrente em listas de casamento.

Por um curto período, é possível guardar vinhos na geladeira numa boa – o problema está no armazenamento duradouro. Isso porque a trepidação da geladeira sacode ligeiramente as garrafas, o que pode modificar as características originais da bebida ao longo do tempo. Guardá-la em armários na cozinha também não é a melhor ideia, uma vez que o liga e desliga do fogão faz a temperatura do cômodo variar muito. Com isso, a rolha se expande e se contrai várias vezes, o que oxida o vinho.

Para escolher qual modelo de adega comprar, leve em conta seu perfil de consumo. Há dois tipos de vinhos: aqueles para consumo imediato ou quase imediato; e os chamados vinhos de guarda, que ficam armazenados por mais tempo. Se você tiver apenas duas ou três garrafas de vinho tinto ou preferir vinhos brancos, rosés e espumantes, não é preciso uma adega climatizada, basta tomar alguns cuidados na hora de armazená-las, como procurar um local onde a temperatura é mais amena e longe do sol. Guardar a garrafa na horizontal também é importante para manter a umidade da rolha. No caso de vinhos tintos, o indicado é levá-los à geladeira durante uma hora antes de servi-los. Já os brancos e espumantes podem ir para um balde de gelo (lembre-se apenas de que o recipiente também deve conter água, já que só com gelo o resfriamento não será uniforme).

Se sua adega for climatizada, lembre-se de que brancos, tintos e rosés devem ser servidos em diferentes temperaturas. Como não dá para contentar todos ao mesmo tempo, a dica é manter a adega numa gradação média, em torno de 16 graus. Os vinhos que pedem alguns graus a mais, como tintos encorpados, devem ser deixados em temperatura ambiente por algum tempo para chegarem ao ponto ideal, por volta dos 18 graus. Veja dicas para uma divisão equilibrada na adega:

  • 6 garrafas:- 1 espumante, 2 brancos, 2 tintos e 1 vinho de sobremesa
  • 8 garrafas:  2 espumantes, 2 brancos, 3 tintos e 1 vinho de sobremesa
  • 12 garrafas: 2 espumantes, 2 brancos, 1 rosé, 5 tintos e 1 vinho de colheita tardia e 1 vinho do Porto
  • 16 garrafas: 4 espumantes, 4 brancos, 2 rosés, 4 tintos, 1 vinho pedro ximénez e 1 vinho do Porto

 

Santo de casa faz milagre! 4 motivos pra beber vinho brasileiro

Por que damos tanto valor aos vinhos argentinos, franceses e italianos? Porque são deliciosos, claro! Mas, se engana quem pensa que no Brasil não temos excelentes rótulos, que disputam de perto o pódio dos melhores vinhos.

Listamos 4 motivos que podem te levar a apreciar cada vez mais, os vinhos brazucas. Vale a pena!

  1. Espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo!

Temos ótimos vinhos e com uma grande diversidade, mas os espumantes do Brasil merecem destaque especial (lembrando que espumante é um tipo de vinho). Já faz algum tempo que as nossas “borbulhas” vêm fazendo sucesso no Brasil e no exterior.

Uma das maiores especialistas de vinhos do mundo –  Jancis Robinson – já mencionou o quanto gostou e chamou sua atenção um espumante feito em Pinto Bandeira, interior do RS.

Além dela, diversos consumidores e especialistas vêm destacando nossos espumantes. Aqui mais uma vez, diversidade e preços dos produtos locais são imbatíveis. O espumante brasileiro é reconhecido internacionalmente!

2. Preço

Com certeza, um dos grandes diferenciais dos vinhos  nacionais. Se comparado com bons vinhos vindos do exterior, um produto de qualidade similar feito no Brasil vai ter um preço – na grande maioria das vezes – mais acessível.

Ponto importante a considerar aqui é que os vinhos vendidos no Brasil, tanto importados como nacionais, poderiam ter preços bem mais baixos, se não fossem as pesadas cargas tributárias.

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3. Diversidade

Outra grande vantagem, além da qualidade e do preço, é que possuímos ótimos produtos de diversos tipos, seja tinto, branco, espumante  e até rosé. Sim, até rosé!

Vale a pena – se você é fã desse tipo de vinho – experimentar alguns rosés nacionais. Você irá se surpreender! Vinho brasileiro tem muita diversidade!

4. Vinhos Premiados

Nem todo mundo se importa com produtos premiados. Mas, num evento onde nossos vinhos disputam com vinhos do mundo todo, ele se destacou!

Recentemente uma Chardonnay produzida em Bento Gonçalves conquistou medalha de ouro em um concurso realizado na região de Borgonha, na França, concorrendo com vinhos da mesma uva. Se você não sabe, a Borgonha é reconhecida como o local onde se produzem os melhores vinhos com a Chardonnay no mundo. E o Brasil estava lá ficando entre os melhores do concurso.


Qualidade, diversidade, bom preço e a certeza que nossos vinhos são especiais. Agora você tem motivos de sobra pra escolher rótulos brazucas na próxima compra! Você não irá se arrepender!

Confira aqui, alguns dos nossos vinhos – nacionais e importados.

Vinho sem frescura: você não precisa de mil taças!

Quando começamos a beber e apreciar o vinho, surge a dúvida muito comum: qual a taça certa?

Isso nunca deve ser um impedimento para você tomar o seu vinho ou começar a entrar nesse universo tão amplo e gostoso, mas, acredite ou não: existe um porquê.

Assim como existe uma enorme diversidade de vinhos no mundo, existe uma variedade de taças no mercado. E calma, você não precisa ter todas elas!

Do mesmo jeito que alguns tipos de roupa ajudam a valorizar o corpo, para tirarmos o melhor proveito de uma garrafa de vinho, existe a taça ideal.

Os modelos de taça que você tem que ter em casa são os adequados para os vinhos que você gosta de beber! 

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A primeira dica – e essa é a de ouro! –  é ter uma taça “coringa”. Procure pela taça ISO (International Standards Organization): uma taça desenvolvida para degustações técnicas e que serve para qualquer vinho.

Depois, é legal que você tenha quatro modelos básicos: uma taça para brancos, duas para os diferentes tipos tintos (Bordeaux: a mais comum e Borgonha: aquela mais “gordinha”) e uma para espumantes.

Achou frescura demais? A gente explica de um jeito fácil e com exemplos:

– Bordeaux:

As taças Bordeaux foram feitas para abrigar vinhos mais encorpados e ricos em tanino. Elas possuem o bojo grande, mas têm a borda mais fechada para evitar a dispersão de aromas, concentrando- os. É indicada para Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Tannat, entre outras uvas.

– Borgonha:

Os vinhos da Borgonha são mais complexos e concentrados, produzidos principalmente com a uva Pinot Noir. Portanto, as taças são em formato balão (ou seja, com bojo maior do que as Bordeaux) para que haja mais contato com o ar, o que permite que o buquê se libere mais rapidamente. Este recipiente foi feito para que o vinho explore muito o nariz. Além da Pinot Noir, também é ideal para que sejam apreciados vinhos Rioja tradicional, Barbera Barricato, Amarone, Nebbiolo etc.

– Para vinhos brancos:

As taças têm corpo menor do que as para vinho tinto por dois motivos. Primeiro, o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e, portanto, em um recipiente menor, que permita menos trocas de calor com o ambiente. Segundo, porque precisa que sejam realçadas as notas de frutas. A aba estreita entrega o fluxo do vinho com equilíbrio entre doçura e acidez, crucial para os brancos.

– Para espumantes e/ou champagnes

Para um champagne ou um espumante, a taça adequada é a que chamamos de flûte, ou flauta. Ela serve para que possam ser apreciadas as borbulhas, ou perlage. Quanto mais bojo tiver a taça, melhor, pois se for reta demais no sentido longitudinal não irá realçar os aromas.

E para os rosés? Os vinhos rosés possuem os taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Por esse motivo, a taça costuma ser menor que a dos brancos, mas com bojo maior. Se não tiver uma taça específica para rosés (poucas marcas possuem), pode usar uma para vinho branco.

Um guia mais completo, na ilustração abaixo:

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Essa é a forma mais simples de você ter a taça ideal sempre que precisar. São as taças que seriam o “pretinho básico” do seu armário! Descubra seus vinhos prediletos e aproveite!


Para ver um guia completo, clique aqui.

Pra curtir em casa: vinho com os amigos!

Não importa o dia da semana, receber os amigos em casa é sempre bom! Uma pizza feita pelo dono da casa, uns snacks servidos com cerveja, um jantar elaborado ou algo delivery… comer e beber é sempre a combinação perfeita!

Mas então, uma noite regada à vinhos e acompanhamentos  é coisa para entendedores, correto? Claro que não! Beber vinho nada mais é do que beber prestando mais atenção aos sabores e às sensações – e a harmonização perfeita é aquela que torna a experiência agradável ao paladar.

Estas são algumas dicas de como combinar a bebida com aperitivos, mas tenha em mente que o melhor resultado é você e seus amigos, sairem satisfeitos. Essas dicas são infalíveis, e vocês descobrirão quais são os petiscos preferidos da turma!

Pães

Um pão do tipo italiano e um vinho tinto são parceiros para toda a vida. Ainda dá para incluir nesse casamento um bom azeite. Aliás, pão e azeite são os melhores parceiros para os diversos tipos de vinhos, do espumante ao tinto, mas evite os mais adocicados.

Pão com frutas secas vai muito bem com espumante.

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Não deixe de experimentar os clássicos: baguete francesa, centeio e italiano. Mas não abra mão do seu tipo preferido, também!

E se for um sanduíche? A dica aqui é escolher o ingrediente mais marcante para harmonizar com o vinho (vale a dica do queijo ou embutido, por exemplo).

Queijos

Queijos e vinhos é uma combinação clássica e agrada paladares bem diferentes. O legal é servir pelo menos um de cada tipo:

  • queijo forte – exemplo: Roquefort, Gorgonzola
  • queijo forte de textura dura –  exemplo: Parmesão, Gran Padano, Gruyère
  • queijo firme de sabor suave – exemplo: Ementhal, Gouda, Reino
  • queijo cremoso suave – exemplo: Brie, Camembert, Saint Paulin

queijo

Queijos frescos, ficam ótimos com brancos jovens. Já os queijos mais
duros, como parmesão ou provolone, com brancos amadeirados ou tintos com bom corpo e acidez. Já queijos azuis, como
gorgonzola, acompanham bem um espumante. Mas claro, isso não é regra. O paladar é quem manda!

Experimente! Com certeza vale a pena!

Frios

Os embutidos são ótimos parceiros da tradicional tábua de queijos. Por causa da gordura, combinam muito bem com
vinhos brancos e espumantes, mas os vinhos tintos mais leves também vão bem com pastramis, salames e presuntos.

prosciutto

A dica de ouro aqui é: prosciutto crudo. O presunto italiano é garantia de sucesso!


Mais alguém terminou o post com fome?

Aposte nessas dicas e tenha em casa, uma noite deliciosa, sem frescura e em ótima companhia!

 

 

Os 6 maiores erros de quem começa a beber vinho

É muito comum cometer alguns erros quando começamos a beber vinho. Afinal, é uma bebida única, repleta de características. 

Você escolhe o vinho e se prepara para receber os amigos… mas pode não estar aproveitando tudo o que o vinho tem a oferecer.

Evitando alguns erros comuns, a experiência pode se tornar ainda mais prazerosa!

Alguns erros comuns:

1. Sacudir o espumante para remover a rolha

Quem nunca fez isso no revéillon que atire a primeira rolha!

Por mais divertido que seja ouvir o estouro e arremessar a rolha longe, esta não é uma forma adequada de abrir a garrafa de espumante, por alguns motivos:

  • Parte da bebida é perdida, pois transborda ao balançar a garrafa;
  • O tão apreciado gás e as borbulhas se perdem.

A garrafa deve ser aberta devagar, segurando firmemente a rolha com uma mão e a girando a base da garrafa com a outra.

2. Não comprar vinho com tampa de rosca

Muitos acreditam que os vinhos com tampas de rosca são produtos de menor qualidade e optam por garrafas fechadas à rolha.

Mas poucos sabem que as tampas de rosca são extremamente eficientes para o fechamento da garrafa – dificultando a entrada do oxigênio e garantindo que os vinhos (principalmente os mais delicados) permaneçam frescos e bem preservados por mais tempo. E com os mesmos objetivos das tampas de rosca são utilizadas as rolhas de materiais sintéticos.

Já as rolhas de cortiça são indicadas para vedar as garrafas de vinhos nobres e de guarda, pois com o passar dos anos, permitem uma entrada mínima de oxigênio no recipiente, assegurando o envelhecimento do vinho a longo prazo.

Portanto, se você costuma comprar vinhos jovens, de safras mais recentes e os consome dentro de poucos meses, tanto faz escolher vinhos fechados com tampas de rosca, rolhas de cortiça ou sintética.

3. Abrir a garrafa para deixar o vinho respirar

O contato com o ar acelera o processo de oxidação dos vinhos.

E para alguns deles, a exposição ao oxigênio durante um determinado período de tempo pode ser benéfica, fazendo com que o processo de ‘envelhecimento’ da bebida seja acelerado, despertando então as suas melhores qualidades.

Porém, abrir a garrafa e deixá-la aberta não é a melhor maneira de oxigenar o vinho.

Em um decanter ou até mesmo em uma taça, a superfície do líquido que fica exposta ao ar é maior do que dentro da garrafa.

Resumindo, se não tivermos um decanter, basta servir o vinho e deixá-lo ‘respirar’ na taça pelo tempo que for adequado.

4. Colocar gelo no vinho

A elaboração de um vinho consiste em diversas etapas que são realizadas com muito cuidado e carinho pelos profissionais envolvidos.

Existe um trabalho árduo para se obter a concentração ideal da bebida, além de paciência, para que, em muitos casos, o vinho repouse nas caves dos produtores durante meses – ou até anos – para que o produto final atinja o resultado pretendido pelo enólogo.

Colocar gelo nada mais é do que misturar água na bebida, perdendo todo o seu caráter, concentração, equilíbrio, aromas, entre outras características.

Sirva o vinho na temperatura correta e aproveite tudo o que ele tem para lhe oferecer. Se você considerar o vinho quente, resfrie-o colocando na geladeira ou a garrafa dentro de um balde com gelo. Nunca coloque gelo dentro do seu vinho.

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5. Não servir o vinho em taças adequadas

Cada um dos tipos de vinho tem suas taças adequadas de serviço.

Em um mundo perfeito, deveríamos ter, por exemplo, uma taça para rosés, outra para brancos, uma para Bordeaux, outra para Borgonha, e assim por diante.

Mas ter uma taça para cada tipo de vinho pode sair caro e, em muitos casos, desnecessário.

Então podemos simplificar e ter, pelo menos, uma taça para vinhos tranquilos (brancos, rosés e tintos) e outra para os vinhos espumantes.

Dê preferência às taças de cristal em vez de vidro, pois contém pequenos poros que quebram as moléculas do vinho quando são girados, liberando com mais facilidade seus aromas.

6. Beber sempre o mesmo vinho

Às vezes passamos um bom tempo em busca de um vinho que nos agrade e, quando o encontramos, ficamos presos a ele por medo de errar em futuras escolhas.

Um vinho tinto é fantástico mas, tente também, um espumante, rosé ou um vinho de sobremesa. Saia um pouquinho do Cabernet Sauvignon e Malbec e prove um Sangiovese, Tempranillo ou Zinfandel.

Você vai se impressionar com tanta coisa boa que vai encontrar. Experimente!

Vinho sem frescura: beba quando quiser!

Se você ainda tem aquele conceito de que pra beber vinho é preciso estar de “terno e gravata” ao som de música refinada… saiba que você está muito enganado (e perdendo tempo!).

No Brasil, ainda temos essa falsa impressão de “frescura” ao beber e gostar de vinho. O motivo nós não sabemos, mas queremos desmistificar essa ideia! Acredite, dá sim pra beber vinho em qualquer lugar, vestindo o que você quiser e claro, ouvido seu tipo preferido de música.

Mas afinal, por que as festas e as alegrias de um fim de semana são sempre reservados para cervejas? Pura característica cultural. Na França, por exemplo, é muito comum servirem vinho em todas as refeições da família – lugar fácil para se viver, não é?

Consumir vinhos é um prazer, não importa a ocasião, o motivo, tipo, país de origem, embalagem e preço. Saiba descobrir, até no mais humilde dos vinhos, suas virtudes, suas particularidades. O preço não pode ser uma desculpa para deixar a bebida de lado.

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Simplifique o ato de beber vinho

Beba vinho na hora que quiser, na taça que tiver, com ou sem motivo.

Alguma vez experimentou num dia quente, um bom vinho branco servido fresquinho, como substituto de uma eventual cerveja? Esta é uma dica de ouro que pode mudar – e muito! – sua opinião sobre o verão.

 

Valorize o ato especial de “apreciar um vinho”

Saber apreciar vinhos exige um mínimo de investimento pessoal, como tempo, dedicação e interesse. Não é frescura! Quanto mais se bebe vinho, quanto mais se “treina” o paladar, mais você se apaixona por esse mundo.

E quando perceber, comprar vinho e servir aos amigos e família, será mais um ato comum dos seus fins de semana.

Tin-tin!