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Uma adega submersa? Na Croácia existe e é aberta ao público!

A ilha Drače, na Croácia, abriga uma adega um tanto quanto inusitada: ela fica submersa! A Edivo Vina requer um mergulho no fundo da baía de Mali Ston para ser explorada. Lá, as garrafas de vinho são conservadas em jarros de barro que recebem o nome de anfôras por um ou dois anos antes de poderem ser apreciadas. Essa forma de armazenamento garante todos os elementos de sabor e qualidade da bebida e promove um aroma adicional, o de pinheiro.

Antes de ir ao mar, o vinho passa três meses em terra firme, armazenado nos jarros. Para não contaminar o líquido com água salgada, eles são vedados com cortiça e duas camadas de borracha. Em seguida, são colocadas no mar por meio de uma estrutura de ferro trancada com cadeados.

Segundo seus proprietários, Anto Šegović e Edi Bajurin, a ideia de criar a Edivo Vina surgiu da crença de que o mar proporciona o resfriamento das garras em condições ideais  e que o silêncio absoluto de suas profundezas melhora a qualidade dos vinhos. Além de ver os jarros de barro, os mergulhadores podem conhecer um navio naufragado e ainda comprar ânforas antigas, que emergem da água cobertas por conchas e algas.

Saiba como montar sua primeira adega sem esforço

As adegas vêm se tornando cada vez mais populares graças à sua praticidade, à capacidade de preservação do vinho, e, claro, ao toque todo especial que dão ao ambiente. Os modelos elétricos, por exemplo, podem ser instalados em qualquer canto da casa e já viraram item recorrente em listas de casamento.

Por um curto período, é possível guardar vinhos na geladeira numa boa – o problema está no armazenamento duradouro. Isso porque a trepidação da geladeira sacode ligeiramente as garrafas, o que pode modificar as características originais da bebida ao longo do tempo. Guardá-la em armários na cozinha também não é a melhor ideia, uma vez que o liga e desliga do fogão faz a temperatura do cômodo variar muito. Com isso, a rolha se expande e se contrai várias vezes, o que oxida o vinho.

Para escolher qual modelo de adega comprar, leve em conta seu perfil de consumo. Há dois tipos de vinhos: aqueles para consumo imediato ou quase imediato; e os chamados vinhos de guarda, que ficam armazenados por mais tempo. Se você tiver apenas duas ou três garrafas de vinho tinto ou preferir vinhos brancos, rosés e espumantes, não é preciso uma adega climatizada, basta tomar alguns cuidados na hora de armazená-las, como procurar um local onde a temperatura é mais amena e longe do sol. Guardar a garrafa na horizontal também é importante para manter a umidade da rolha. No caso de vinhos tintos, o indicado é levá-los à geladeira durante uma hora antes de servi-los. Já os brancos e espumantes podem ir para um balde de gelo (lembre-se apenas de que o recipiente também deve conter água, já que só com gelo o resfriamento não será uniforme).

Se sua adega for climatizada, lembre-se de que brancos, tintos e rosés devem ser servidos em diferentes temperaturas. Como não dá para contentar todos ao mesmo tempo, a dica é manter a adega numa gradação média, em torno de 16 graus. Os vinhos que pedem alguns graus a mais, como tintos encorpados, devem ser deixados em temperatura ambiente por algum tempo para chegarem ao ponto ideal, por volta dos 18 graus. Veja dicas para uma divisão equilibrada na adega:

  • 6 garrafas:- 1 espumante, 2 brancos, 2 tintos e 1 vinho de sobremesa
  • 8 garrafas:  2 espumantes, 2 brancos, 3 tintos e 1 vinho de sobremesa
  • 12 garrafas: 2 espumantes, 2 brancos, 1 rosé, 5 tintos e 1 vinho de colheita tardia e 1 vinho do Porto
  • 16 garrafas: 4 espumantes, 4 brancos, 2 rosés, 4 tintos, 1 vinho pedro ximénez e 1 vinho do Porto

 

Vinhos do mundo: saiba mais sobre as vinícolas da Itália

Depois de Argentina e Chile, hoje é dia de falar sobre os deliciosos vinhos italianos. Acompanhe a gente nesse tour pelo mundo!

Itália

Elegância, classe e charme são palavras que representam bem a bebida deste país. A Itália possui uma fortíssima tradição na arte da vinicultura – ela existe por lá desde 1.200 a.C.!

Não é por acaso que a Itália é a segunda maior produtora de vinho do mundo, sendo que só o consumo interno pode alcançar 4,4 bilhões de litros (uma média de 48 litros por cidadão por ano), e exportação de mais de 1,55 bilhões de litros anualmente.

O país aposta em suas uvas nativas, também chamadas de autóctones, como as uvas Nebbiolo, Sangiovese, Barbera e Aglianico. As mais de 300 regiões vinícolas produzem diversos tipos de bebida, entre elas os vinhos Novello, Vecchio, Clássicos, Superiore, Riserva, Spumante, Frizzante, Secco, Abbocado, Amabile, Dolce, Liquoroso, Passito e Ripasso.

Todos esses fatores fazem com que a Itália seja conhecida como Enotria, a terra do vinho!

Fique ligado que na semana que vem tem mais!