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Queijos Azuis

Se você acha que queijo azul é tudo igual está completamente enganado. Podem parecer parecidos pela aparência mas seus sabores, receitas e origens não.

O queijo Roquefort conhecido como “blue cheese” tem origem da pequena cidade francesa Roquefort-sur-Soulzon e possui um mofo natural chamado “Penicilium roqueforti”. O Roquefort é produzido com leite cru de ovelha e tem uma textura bem cremosa. A massa do queijo depois de pronta passa por um processo que se chama “piquage”, garantindo as condições para o crescimento dos fungos. Depois de todas as etapas de produção do queijo concluídas, a maturação final deve ser de no mínimo cinco meses nas cavernas do monte Combalou ao sul da França.

Queijo Roquefort/ Imagem Web

Já o queijo Gorgonzola, primo italiano do francês Roquefort, é produzido com o leite cru da vaca. Também bem cremoso, tem um sabor diferenciado do Roquefort por não ser feito com leite de ovelha. Durante seu processo de produção, o queijo Gorgonzola é salgado para perder o excesso de soro, e levado para um ambiente chamado “purgatótio” onde irá desidratar. Em seguida, ele é furado para que os fungos cresçam em seu interior, e levado para maturar em um ambiente úmido e com temperatura controlada. Depois de no mínimo 90 dias, momento onde desenvolve características únicas e potencializa os sabores, o queijo gorgonzola estará pronto para consumo.

Queijo Gorgonzola/Imagem Web


Curiosidades de cada queijo:
Roquefort:: As cavernas do monte Combalou ao sul da França é considerado um ambiente fundamental e indispensável pela umidade e pela circulação de ar, consideradas ideais para a maturação do queijo.
Gorgonzola:: Há quase dois séculos sem ser produzido em sua cidade de origem , Gorgonzola Província de Milão na Itália, é atualmente o terceiro queijo mais consumido da Itália, atrás apenas dos emblemáticos parmegiano reggiano e do grana padano. 

Harmonização de Sucesso

Imagem Ilustrativa de Harmonização/Web

Em geral, quando falamos de harmonização com queijos, os ideais são os vinhos brancos, pois a acidez natural dos queijos costuma bater de frente com os taninos, criando sensações muito adstringentes. Os brancos leves e com boa acidez vão combinar com a maioria dos queijos. Para os queijos azuis, sugerimos a harmonização por contraste, ou seja, equilibrar o sabor salgado e intenso do queijo com a doçura do vinho. Sugestões: Vinho do Porto, Vinhos de Sobremesa, Riesling e Gewürztraminer.

Lillet Blanc

Lillet Blanc/Imagem Instagram Lillet

Acaba de chegar da França o licor francês Lillet Blanc, um aperitivo premium criado em 1872 e preparado nas adegas de Podensac, uma pequena aldeia ao sul de Bordeaux.  Versátil, essa bebida é especial e a sua essência permanece preservada há mais de 100 anos, e pode ser consumida pura ou em drinks como os clássicos: Lillet Vive (com tônica), Lille Spritz (com champagne) e Vesper (com gin).  

Drink Lillet Vive/ Imagem Instagram Lillet

Vésper, o drink do James Bond em Casino Royale

Falando em drinks, o ‘Vesper Martini’ é a famosa bebida do agente secreto 007 James Bond, tanto no livro de 1953 quanto no filme Cassino Royale em 2006. “Três medidas de Gin, uma medida de Vodka, meia medida de Lillet, mistiure bem e coloque uma fina lasca da casca do limão”, essa a receita é dada pelo próprio James Bond em umas das cenas do filme. 

Para fazer essa bebida você tem que misturar os ingredientes, coar e servir em um copo de coquetel gelado. Decore com uma fatia fina e fina de casca de limão.

Imagem Web

Aqui no Empório você encontra tudo para fazer o drink do 007, o Vesper Martini.

Sampa, Caipirinha e a Tarsila

Você sabia que a bebida mais famosa no Brasil e no mundo foi criada no interior de São Paulo? Pois é, a briga é muita entre os paulistas, os mineiros e até entre os cariocas, mas registros provam que a Caipirinha surgiu na cidade de Piracicaba de início como remédio popular, feita com limão, alho,  mel e um pouco de cachaça seria indicada para os doentes da gripe espanhola e depois tiraram o alho e colocaram o gelo o que resultou no famoso Drink.

FOTO FERNANDO SCIARRA/ESTADAO


Uma curiosidade: Segundo a biografia da renomada artista brasileira Tarsila do Amaral, ela era apreciadora da cachaça e da caipirinha. “Quando Tarsila do Amaral morou em Paris, em meados de 1920, recebia cachaças enviadas do Brasil, com as quais ela preparava as caipirinhas. Tarsila apresentou a bebida mais brasileira de todas e o coquetel a Pablo Picasso”.

Obra “Caipirinha” de 1923 Tarsila do Amaral


Para comemorar que tal fazer uma Caipirinha de respeito? Aí vai a receita:

• 60 ml de cachaça branca

• 1 limão Taiti

• 2 colheres (chá) de açúcar

• Gelo picado

Preparo: Tire as pontas do limão e corte-o na metade. Corte cada metade em tiras, sem descer totalmente a faca, de modo que elas ainda fiquem unidas por uma ponta, formando um leque. Em um copo alto, macere o limão com o açúcar. Preencha o copo com gelo picado e complete com a cachaça. Mexa bem. Decore com fatias de limão fresco e aproveite!