Vinhos do mundo: Uruguai e seus vinhos de personalidade

O Uruguai é o quarto maior produtor de vinhos do continente americano. Suas primeiras uvas viníferas foram cultivadas há mais de 250 anos, mas a produção da bebida só começou a ser realizada comercialmente na segunda metade do século XIX. Na década de 1970, houve uma renovação na vitivinicultura local: foram introduzidas novas técnicas de plantio e cultivo, bem como novas variedades de uvas, que possibilitaram um desenvolvimento substancial à indústria.

Atualmente, além da qualidade de seus terroirs com clima mediterrâneo e solo fértil, há uma gama de variedades plantadas que elevaram o padrão do vinho. A maneira artesanal e a relação respeitosa que os produtores têm com as uvas que cultivam tornaram seus vinhos premiados e reconhecidos no mercado internacional. Na maioria das vezes, eles são quase espelho de seus criadores, carregando em suas notas de degustação o DNA do produtor.

O Uruguai possui três regiões que se destacam na produção de vinhos: Canelones, região que concentra a maior parte da produção, localizada próxima à capital, Montevidéu; Colônia, onde está localizada a vinícola mais antiga do Uruguai, a Bodega Los Cerros de San Juan; e Maldonado, mais nova região produtora de vinhos do Uruguai e situada próxima a uns dos balneários mais famosos e visitados do Uruguai, Punta Del Este.

A Tannat, casta originária do sul da França, é a principal uva do Uruguai e da qual se produzem os melhores vinhos, graças à ótima adaptação ao solo e clima da região. As características principais dos Tannat são os taninos suaves e macios, boa estrutura e uma coloração atraente. Seu cultivo não é simples: os produtores precisam ter muito cuidado com a concentração de açúcar na uva e com o perfeito amadurecimento, pois esses dois fatores influenciam na adstringência do vinho. Além de ser usada para a produção de vinho varietal, os uruguaios também a utilizam na produção de vinhos de corte, sendo misturada com Cabernet Sauvignon e Merlot.

O país abriga vinhedos em toda a sua extensão – 16 dos 19 estados uruguaios possuem plantações de uvas viníferas, a maior parte de uvas tintas, que representam mais de 80% das castas cultivadas. A Tannat representa 44% das plantações, mas outras castas como a Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Pinot Noir e Sauvignon Blanc também merecem destaque.

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Vinhos do mundo: o ressurgimento do vinho do Marrocos

A história do Marrocos na vinicultura tem origem com os fenícios, mas a atividade em escala comercial começou somente em 1912, com a chegada de colonos franceses. Durante a primeira metade do século, o país foi considerado um importante produtor de vinho, porém, na segunda metade, ao se tornar independente da França, encontrou resistências no mercado e viu sua produção declinar – o fato de possuir uma população majoritariamente muçulmana também contribuiu para a ausência de demanda.

Felizmente, de algumas décadas pra cá, o país recebeu investimentos estrangeiros que ajudaram a indústria a se desenvolver e a ganhar visibilidade mundial. Hoje, o Marrocos é a principal aposta vitivinícola do Norte da África e considerado o melhor em potencial natural para a produção de vinhos de qualidade, devido às suas altas montanhas.

A maior produção marroquina, e a de maior destaque, é a de vinho tinto. Estima-se que represente 75% do total. Os melhores vinhos são feitos nas montanhas do Atlas (Meknes e Fez) e espalhados pelo litoral. São 14 denominações de origem no país, e uma décima quinta, de maior status, chamada Coteaux de l’Atlas. As principais variedades de uvas utilizadas para a produção de vinhos são aquelas normalmente encontradas em torno do Mediterrâneo, como a Grenache, Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. Os vinhos rosés também merecem destaque e representam o segundo estilo mais produzido no país.

Que tal vir degustar um belo vinho marroquino no Empório?

 

9 receitas de sobremesas com licor de Amarula

Adorado por muitos, o licor de Amarula é feito a partir da fruta selvagem marula, encontrada apenas na África subsaariana. É o único licor cremoso com uma bebida de base que passa mais de dois anos sendo destilada e amadurecida e já está há 28 anos no mercado! Para saboreá-lo de uma maneira diferente, selecionamos nove receitas deliciosas com a bebida, confira:

Creme papaya

Ingredientes

  • 1 mamão papaya
  • 60 ml de Amarula
  • 2 bolas de sorvete de creme
  • 5 cubos de gelo

Modo de preparo

Em um liquidificador, bata o mamão, o licor e o sorvete. Acrescente os cubos de gelo e bata mais um pouco. Sirva em taças.

Mousse

Ingredientes

  • 300g de chocolate ao leite
  • 300g de chocolate com castanha de caju
  • 100g de manteiga
  • 200 ml de creme de leite fresco
  • 50 ml de Amarula
  • 8 ovos separados em claras e gemas
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo

Derreta os chocolates e a manteiga em fogo baixo. Remova do fogo e misture com o creme de leite fresco e o licor. Bata as gemas e comece a juntar à mistura de chocolate com manteiga, creme de leite e licor, até ficar bem homogêneo. Bata as claras com o sal até ficar firme. Junte com a mistura de chocolate, ponha em taças ou copos e leve para gelar por duas horas.

Pavê de chocolate e Amarula 

Ingredientes

  • 2 latas de leite condensado
  • 5 e 1/2 colheres (sopa) de chocolate em pó ou cacau em pó
  • 1 colher (sopa) de margarina
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 pitada de sal
  • 300 ml de licor Amarula
  • 150 ml de leite
  • 1 colher (sobremesa) de café em pó solúvel
  • 1 colher (sobremesa) de essência de baunilha
  • 100 ml de leite de coco
  • 1 pacote de biscoito champagne

Modo de preparo

Faça o creme de chocolate: misture o leite condensado, 5 colheres de chocolate em pó e a margarina e faça um brigadeiro mole. Em seguida, acrescente o creme de leite, o sal e metade do licor. Desligue e reserve. Separadamente, aqueça o leite e dissolva 1/2 colher de chocolate em pó e o café. Adicione a essência de baunilha, o leite de coco e a outra metade do licor. Para montar o pavê, espalhe metade do creme de chocolate em um refratário. Molhe os biscoitos na mistura de leite, coloque-os sobre a camada de chocolate e espalhe a outra metade do creme de chocolate.

Brigadeiro de Amarula 

Ingredientes

  • 1 lata de leite condensado
  • 150 gramas de chocolate meio amargo picado
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 pitada de sal
  • 1/3 de xícara (chá) de licor de amarula

Modo de preparo

Coloque todos os ingredientes em uma panela, exceto a Amarula, e cozinhe em fogo baixo mexendo sempre. Quando começar a ferver, mexa sem parar para não queimar. Quando o brigadeiro desprender do fundo da panela, cozinhe por mais 3 minutos, adicione o licor e cozinhe mais um pouquinho só para misturar. Coloque o brigadeiro em um prato untado com manteiga e deixe esfriar. Cubra com um plástico filme e leve à geladeira por pelo menos 1 hora antes de enrolar. Passe no chocolate granulado e sirva.

Creme de Amarula com passas e sorvete

Ingredientes

  • 4 colheres (sopa) de sorvete
  • 100 ml de Amarula
  • 2 colheres (sopa) rasas de uvas passas pretas
  • Bolas de sorvete e nibs de cacau para acompanhar

Modo de preparo

Bata todos os ingrediente e sirva por cima das bolas de sorvete com o nibs de cacau.

Panna Cotta

Ingredientes

  • 1 sachê de gelatina sem sabor e incolor
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite fresco
  • 2 xícaras (café) de Amarula
  • Para a ganache:
  • 200 ml de creme de leite fresco
  • 200g de chocolate meio amargo em barra picado

Modo de preparo

Dissolva a gelatina em ½ de xícara de água. Bata no liquidificador o creme de leite fresco, o leite condensado, a Amarula e a gelatina. Coloque em forminhas e deixe na geladeira por 2 horas. Para fazer a ganache, ferva o creme de leite, tire do fogo e acrescente o chocolate. Mexa até ficar homogêneo. Use a ganache para decorar a sobremesa junto com raspas de chocolate.

Bombom de Amarula

Ingredientes

  • 300g de chocolate ao leite picado
  • 150g de creme de leite UHT 25%
  • 1 colher (sopa) de manteiga sem sal
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 2 colheres (sopa) de Amarula
  • 350g de chocolate ao leite devidamente temperado para fazer a parte externa do bombom

Modo de preparo

Após temperar o chocolate para fazer a casca do bombom, prepare o recheio. Coloque o chocolate picado em um recipiente e reserve. Misture o creme de leite, a manteiga e o mel e leve ao microondas por 45 segundos. Misture e aqueça por mais 30 segundos. Adicione o creme de leite ao chocolate picado, misture, deixe descansar por 5 minutos e mexa vigorosamente para derreter todo o chocolate (se necessário, leve ao microondas por 30 segundos para derreter completamente o chocolate). Misture o licor e deixe esfriar por 2 horas fora da geladeira. Pegue o molde com as casquinhas já secas e prontas para rechear e com a ajuda de uma colher (ou bico com saco de confeitar) recheie os bombons quase até a borda. Cubra com chocolate as cavidades com o auxílio de uma colher, retire o excesso com a espátula e leve a geladeira por 15 minutos. Desenforme, enfeite e sirva.

Trufas de amarula

Ingredientes

  • 700g de chocolate ao leite
  • 300g de chocolate meio-amargo
  • 2 colheres (sopa) de mel
  • 2 colheres (sopa) de Amarula
  • 1 lata de creme de leite com soro

Para a cobertura

  • 500 gramas de chocolate ao leite
  • 500 gramas de chocolate meio-amargo

Modo de preparo

Corte o chocolate ao leite e o chocolate meio-amargo em pequenos pedaços e derreta-os no microondas ou em banho-maria. Acrescente o creme de leite e o licor e mexa bem até ficar cremoso. Deixe o creme descansar na geladeira por 12 horas. Após o descanso, vá fazendo as trufas do tamanho desejado com uma colher. Para a cobertura, derreta os chocolates e misture bem para esfriar. Cubra as trufas, passando-as uma a uma no chocolate. Leve à geladeira.

Pudim de Amarula

Ingredientes

  • Para a calda:
  • 4 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de água.
  • Para o pudim:
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite comum
  • 3 ovos
  • 1/4 de xícara de Amarula

Modo de preparo

Preaqueça o forno a 180 graus. Em uma panela, faça uma calda de caramelo com o açúcar e a água e, com a ajuda de uma colher de silicone, caramelize a forma de pudim. No liquidificador, bata primeiro os ovos e, em seguida, acrescente o restante dos ingredientes e bata até ficar um mistura homogênea. Coloque na forma de pudim já caramelizada e leve ao forno a 180 graus para assar em banho-maria. Quando estiver moreninho e assado, retire do forno e leve para gelar.

Vinhos do mundo: os famosos vinhos de sobremesa da Hungria

A Hungria tem no setor vitivinícola uma de suas principais atividades agrícolas. Sua história na vinicultura teve início no século IX, quando a tribo dos magiares chegou à região, mas o país só entrou para o hall dos produtores da bebida no século XVII, quando ficou conhecida como a terceira cultura vinícola mais sofisticada da Europa, perdendo apenas para França e Alemanha.

Em 1997, o país foi dividido em 22 regiões vinícolas, das quais a mais importante é a Tokaj-Hegyalja, produtora do Tokaji, o mais famoso vinho da Hungria e considerado um dos melhores de sobremesa do mundo – ele é tão importante que é citado até no hino nacional! Foi o primeiro vinho do mundo produzido com uvas botritizadas, isto é, submetidas a um fungo que resseca os bagos, aumentando seu teor de açúcar. As variedades usadas na elaboração da bebida são Furmint, Muscat Lunel, Hárslevelü e Oremus.

Outras regiões de destaque são Kunság, Csongrád e Hajós-Baja, que, juntas, produzem mais da metade dos vinhos húngaros, concentrando-se em vinhos mais simples, que atendem ao gosto da população local. Também podemos citar a área de Eger, que se destaca pela elaboração de vinhos tintos de grande prestígio, e de Villány, onde há a produção de tintos que levam cortes de uvas regionais, como o Bikavér, um dos rótulos mais famosos e admirados do país.

Atualmente, as castas mais cultivadas são originárias da França e da Alemanhã, como Chardonnay, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Pinot Noir. A Hungria também dá origem a brancos secos excelentes, de muita classe e elegância. As uvas típicas, raras e incomuns, mais importantes na Hungria são as brancas Furmint (ácida e forte) e Hárslevelû (suave e aromática), além da tinta Kadarka. Em geral, os brancos apresentam caráter intenso, com sabor de maçã verde e, quando envelhecidos, de nozes e mel.

Atualmente, o país é considerado um dos mais importantes produtores da Europa e o mais tradicional do Leste Europeu, ocupando a décima primeira posição no ranking mundial.

Ainda não conhece os vinhos húngaros? Vá ao Empório e experimente-os! 🙂

Vinhos do mundo: o milenar vinho libanês

O Líbano possui uma história de viticultura de mais de seis milênios, sendo um dos mais antigos países a produzir vinho. No entanto, muitas guerras e complicações sociopolíticas prejudicaram o desenvolvimento da produção ao longo dos séculos. Somente na década de 90 a viticultura libanesa começou a renascer, a se projetar no mercado mundial e a conquistar uma boa reputação em países exigentes como França, Inglaterra e Estados Unidos. Nessa época, o país se tornou um protetorado da França, o que foi vital para o avanço dos vinhedos. A aproximação com o país trouxe ao Líbano variedades que se adaptaram muito bem e geram os melhores vinhos do país, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Cinsault, Syrah, Grenache e Mouvèdre.

A maioria dos vinhedos está localizada no Vale de Bekaa, de onde saem rótulos como o famoso Château Musar, considerado um dos melhores do mundo. Os vinhos da região possuem uma elegância e caráter impares, complexidade, equilíbrio, acentuada mineralidade, acidez e tanicidade. A segunda maior região produtora se localiza no norte, em Batroun, sendo também a que mais se expande. Apesar de possuir algumas cepas autóctones, como as brancas Obaideh e Merwah, com as quais é elaborada o Arak, bebida destilada típica do país, as cepas francesas dominam a viticultura libanesa. As tintas mais comuns são as internacionais Cinsault, Grenache, Carignan, Mourvèdre, Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Entre as brancas, destacam-se Chardonnay, Muscat, Sauvignon Blanc, Sémillon e Viognier.

No início da década de 90 havia apenas quatro vinícolas no país; hoje, ele conta com 45, que produzem oito milhões de garrafas de vinhos por ano, das quais cerca de 50% são exportadas. Vale dizer que o Líbano é um dos países que menos consomem vinhos no mundo, graças à religião muçulmana, predominante entre a população – portanto, a exportação é essencial para a manutenção da viticultura libanesa.

Mais do que exótico, o vinho libanês é um produto de excelente qualidade que vale a pena ser degustado!

Saiba como montar sua primeira adega sem esforço

As adegas vêm se tornando cada vez mais populares graças à sua praticidade, à capacidade de preservação do vinho, e, claro, ao toque todo especial que dão ao ambiente. Os modelos elétricos, por exemplo, podem ser instalados em qualquer canto da casa e já viraram item recorrente em listas de casamento.

Por um curto período, é possível guardar vinhos na geladeira numa boa – o problema está no armazenamento duradouro. Isso porque a trepidação da geladeira sacode ligeiramente as garrafas, o que pode modificar as características originais da bebida ao longo do tempo. Guardá-la em armários na cozinha também não é a melhor ideia, uma vez que o liga e desliga do fogão faz a temperatura do cômodo variar muito. Com isso, a rolha se expande e se contrai várias vezes, o que oxida o vinho.

Para escolher qual modelo de adega comprar, leve em conta seu perfil de consumo. Há dois tipos de vinhos: aqueles para consumo imediato ou quase imediato; e os chamados vinhos de guarda, que ficam armazenados por mais tempo. Se você tiver apenas duas ou três garrafas de vinho tinto ou preferir vinhos brancos, rosés e espumantes, não é preciso uma adega climatizada, basta tomar alguns cuidados na hora de armazená-las, como procurar um local onde a temperatura é mais amena e longe do sol. Guardar a garrafa na horizontal também é importante para manter a umidade da rolha. No caso de vinhos tintos, o indicado é levá-los à geladeira durante uma hora antes de servi-los. Já os brancos e espumantes podem ir para um balde de gelo (lembre-se apenas de que o recipiente também deve conter água, já que só com gelo o resfriamento não será uniforme).

Se sua adega for climatizada, lembre-se de que brancos, tintos e rosés devem ser servidos em diferentes temperaturas. Como não dá para contentar todos ao mesmo tempo, a dica é manter a adega numa gradação média, em torno de 16 graus. Os vinhos que pedem alguns graus a mais, como tintos encorpados, devem ser deixados em temperatura ambiente por algum tempo para chegarem ao ponto ideal, por volta dos 18 graus. Veja dicas para uma divisão equilibrada na adega:

  • 6 garrafas:- 1 espumante, 2 brancos, 2 tintos e 1 vinho de sobremesa
  • 8 garrafas:  2 espumantes, 2 brancos, 3 tintos e 1 vinho de sobremesa
  • 12 garrafas: 2 espumantes, 2 brancos, 1 rosé, 5 tintos e 1 vinho de colheita tardia e 1 vinho do Porto
  • 16 garrafas: 4 espumantes, 4 brancos, 2 rosés, 4 tintos, 1 vinho pedro ximénez e 1 vinho do Porto