Uvas desconhecidas e vinhos fascinantes

Quando começamos a nos aventurar no mundo dos vinhos, é natural que se busque as uvas mais famosas e aclamadas.  Muita gente está acostumada a conhecer os vinhos por nomes como: Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Syrah, Malbec, Nebbiolo, Chardonnay, Sauvignon Blanc e até Carménère.

E claro, todas essas em suas características, são maravilhosas e dignas de uma experiência única.

Mas, e se a garrafa do seu Syrah trouxesse um corte com as uvas Picpoul Noir e Grenache Noir?

Existem desconhecidas castas que produzem vinhos muito especiais e alguns até excepcionais. Esqueça aquela história de que, para beber um grande vinho, é necessário que ele seja produzido a partir de uma uva “famosa”.

Existem com certeza mais de mil variedades de uvas viníferas pelo mundo, e muitas delas são autóctones, ou seja, nativas e cultivadas apenas num determinado local. É importante lembrar que uma mesma variedade de uva, plantada em locais de clima e solo diferentes, produz vinhos com características distintas. O que só pode ser vantajoso pra quem experimenta todos eles, não é?

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Se você busca um vinho original e único – e na maioria das vezes com bom preço – procure por uvas autóctones e surpreenda-se!

O blend Syrah, Picpoul Noir e Grenache Noir ali de cima, foi uma dessas gratas surpresas. Um rosé caprichado, frutado e muito leve, servido resfriado, que com certeza pode fazer parte do seu fim de semana, de um jantar especial, de uma reunião simples e divertida.

O bom é garimpar e comparar, na taça! Tin-tin!

Vinho sem frescura: com churrasco

Experimente chegar naquele churrasco com os amigos, levando uma garrafa de vinho. A primeira coisa que você provavelmente ouvirá é: “Churrasco combina mesmo é com cerveja gelada!”.

Ok. Poucas coisas soam tão brasileiras do que a combinação cerveja e churrasco, e até com aquela caipirinha pra acompanhar… mas não se engane: vinho combina e MUITO com churrasco! A experiência costuma ser surpreendente.

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Comece com um frisante leve, gelado… aquele vinho que serve como um verdadeiro aperitivo.

Nos acompanhamentos:

Frango: carnes brancas leves, mas com um pouco de gordura, pedem vinhos aromáticos e com acidez equilibrada, como um Sauvignon Blanc.

Linguiça: Em seu ponto ideal, a linguiça é super suculenta e tem certa gordura. Que tal um amigável Espumante Rosé Brut?

Em via de regra, sal e tanino são duas coisas que não combinam (chegam, inclusive, a brigar na boca), portanto, quanto mais salgada a carne, menos tanino deve ter o vinho e vice -versa. Se gordurosa, será bem-vindo um vinho com maior acidez e taninos.

Por exemplo: quando preparada da maneira correta, a picanha, carne que dificilmente falta num churrasco, é bastante macia, fibrosa e ainda tem uma capinha de gordura, na qual é envolvida (hmmmm!). Para segurar tudo isso? Experimente os taninos e acidez de um Malbec. 

Já fibrosa e macia, porém sem muita gordura, a fraldinha é uma carne que não exige tanto corpo de um vinho. Um vinho igualmente macio, fácil e com taninos redondos? Merlot!

“Está fazendo calor, como vou beber vinho?” Essa é simples, não é? Refresque-o! Não tenha medo de deixar seu tinto fresquinho pra essa harmonização, que com todo certeza, será uma agradável experiência.

Carne na brasa, vinho na taça e bom churrasco!

 

4 cervejas para comemorar a Oktoberfest

Estamos no mês da maior festa cervejeira do mundo! A tradicional Oktoberfest de Munique, na Alemanha – que já começa em setembro por lá – desembarcou no mundo todo e nós brasileiros, não ficamos fora dessa!

A festa é regada a cervejas do estilo Oktoberfest, que são Lagers maltadas, de produção sazonal, e tradicionalmente servidas no caneco de 1L, o Maßkrug.  Criado em 1810 para celebrar o casamento entre Ludwig I e Therese de Saxe-Hildburghausen, o estilo de cerveja Oktoberfest tem coloração dourada, malte marcante e lúpulo suave.

Quer comemorar a maior festa cervejeira de todas? Nós te indicamos 4 rótulos especiais:

Paulaner Oktoberfest Bier

Brilhante e de coloração amarelo forte, tem aromas delicados de biscoto e cereais matinais, com toques leves de floral de lúpulo. No paladar, tem equilíbrio entre o dulçor do malte e o amargor que vem do lúpulo. É uma cerveja equilibrada e fácil de beber – pode encher o Maßkrug sem medo!

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Brooklyn Oktoberfest

Fiel ao estilo original, esta cerveja norte-americana tem coloração marrom clara, com espuma bem cremosa. Os aromas e sabores suaves e doces vêm do malte. Ótimo exemplo do estilo, foi eleita por dois anos seguidos (2010 e 2011) a melhor Oktoberfestbier do mundo pelo World Beer Awards.

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Eisenbahn Oktoberfest

Uma das primeiras cervejas do estilo no Brasil, é produzida de setembro a outubro. Tem sabor intenso e adocicado de malte, acompanhado por um leve amargor. Combinação perfeita para as salsichas alemãs!

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Spaten Oktoberfestbier

Feita por uma das fábricas de cerveja mais antigas de Munique, é uma bebida de cor dourada e com textura densa, muito aromática e de sabor intenso. Vá sem medo!

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Deu aquela sede? Comemore a Oktoberfest em grande estilo! É só escolher!

Pra curtir em casa: vinho com os amigos!

Não importa o dia da semana, receber os amigos em casa é sempre bom! Uma pizza feita pelo dono da casa, uns snacks servidos com cerveja, um jantar elaborado ou algo delivery… comer e beber é sempre a combinação perfeita!

Mas então, uma noite regada à vinhos e acompanhamentos  é coisa para entendedores, correto? Claro que não! Beber vinho nada mais é do que beber prestando mais atenção aos sabores e às sensações – e a harmonização perfeita é aquela que torna a experiência agradável ao paladar.

Estas são algumas dicas de como combinar a bebida com aperitivos, mas tenha em mente que o melhor resultado é você e seus amigos, sairem satisfeitos. Essas dicas são infalíveis, e vocês descobrirão quais são os petiscos preferidos da turma!

Pães

Um pão do tipo italiano e um vinho tinto são parceiros para toda a vida. Ainda dá para incluir nesse casamento um bom azeite. Aliás, pão e azeite são os melhores parceiros para os diversos tipos de vinhos, do espumante ao tinto, mas evite os mais adocicados.

Pão com frutas secas vai muito bem com espumante.

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Não deixe de experimentar os clássicos: baguete francesa, centeio e italiano. Mas não abra mão do seu tipo preferido, também!

E se for um sanduíche? A dica aqui é escolher o ingrediente mais marcante para harmonizar com o vinho (vale a dica do queijo ou embutido, por exemplo).

Queijos

Queijos e vinhos é uma combinação clássica e agrada paladares bem diferentes. O legal é servir pelo menos um de cada tipo:

  • queijo forte – exemplo: Roquefort, Gorgonzola
  • queijo forte de textura dura –  exemplo: Parmesão, Gran Padano, Gruyère
  • queijo firme de sabor suave – exemplo: Ementhal, Gouda, Reino
  • queijo cremoso suave – exemplo: Brie, Camembert, Saint Paulin

queijo

Queijos frescos, ficam ótimos com brancos jovens. Já os queijos mais
duros, como parmesão ou provolone, com brancos amadeirados ou tintos com bom corpo e acidez. Já queijos azuis, como
gorgonzola, acompanham bem um espumante. Mas claro, isso não é regra. O paladar é quem manda!

Experimente! Com certeza vale a pena!

Frios

Os embutidos são ótimos parceiros da tradicional tábua de queijos. Por causa da gordura, combinam muito bem com
vinhos brancos e espumantes, mas os vinhos tintos mais leves também vão bem com pastramis, salames e presuntos.

prosciutto

A dica de ouro aqui é: prosciutto crudo. O presunto italiano é garantia de sucesso!


Mais alguém terminou o post com fome?

Aposte nessas dicas e tenha em casa, uma noite deliciosa, sem frescura e em ótima companhia!

 

 

Champagne ou espumante?

Você não precisa esperar alguma comemoração ou data especial para beber nenhuma das opções… afinal, nós já falamos aqui: vinho não é frescura e você pode – e deve! – consumir quando sentir vontade!

Nem precisa arrumar uma desculpa, viu? Essas fantásticas bebidas borbulhantes, são simplesmente deliciosas, refrescantes e deixam qualquer ocasião mais animada.

Todo champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um champagne.

Chamamos de espumante os vinhos com gás carbônico, adquirido durante o processo de fermentação. Nele, a levedura transforma o açúcar em álcool e gás carbônico – esse último dá origem às borbulhas, chamadas de perlage.

O champagne também é um espumante, porém é específico da região de Champagne, na França, e deve ser elaborado seguindo algumas regras como composição de uvas e método.

Isso significa que fora de Champagne existem apenas espumantes, elaborados com o mesmo método ou não, produzidos em diversos países e através de diferentes processos, como o Champenoise (ou Tradicional), Charmat e Asti.

O Champagne Real

Em 1927, Champagne ganhou o título de AOC – Appellation d’Origine Contrôlée (Denominação de Origem Controlada).

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Cena do filme Maria Antonieta de Sophia Coppola (regado à muito champagne!)

Isto significa que, apenas os vinhos feitos de uvas – Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay – cultivadas dentro desta região delimitada e respeitando rigorosos métodos de produção, podem usar o nome champagne.

Mais alguém ficou com sede? Tin-tin!

 

 

Os 6 maiores erros de quem começa a beber vinho

É muito comum cometer alguns erros quando começamos a beber vinho. Afinal, é uma bebida única, repleta de características. 

Você escolhe o vinho e se prepara para receber os amigos… mas pode não estar aproveitando tudo o que o vinho tem a oferecer.

Evitando alguns erros comuns, a experiência pode se tornar ainda mais prazerosa!

Alguns erros comuns:

1. Sacudir o espumante para remover a rolha

Quem nunca fez isso no revéillon que atire a primeira rolha!

Por mais divertido que seja ouvir o estouro e arremessar a rolha longe, esta não é uma forma adequada de abrir a garrafa de espumante, por alguns motivos:

  • Parte da bebida é perdida, pois transborda ao balançar a garrafa;
  • O tão apreciado gás e as borbulhas se perdem.

A garrafa deve ser aberta devagar, segurando firmemente a rolha com uma mão e a girando a base da garrafa com a outra.

2. Não comprar vinho com tampa de rosca

Muitos acreditam que os vinhos com tampas de rosca são produtos de menor qualidade e optam por garrafas fechadas à rolha.

Mas poucos sabem que as tampas de rosca são extremamente eficientes para o fechamento da garrafa – dificultando a entrada do oxigênio e garantindo que os vinhos (principalmente os mais delicados) permaneçam frescos e bem preservados por mais tempo. E com os mesmos objetivos das tampas de rosca são utilizadas as rolhas de materiais sintéticos.

Já as rolhas de cortiça são indicadas para vedar as garrafas de vinhos nobres e de guarda, pois com o passar dos anos, permitem uma entrada mínima de oxigênio no recipiente, assegurando o envelhecimento do vinho a longo prazo.

Portanto, se você costuma comprar vinhos jovens, de safras mais recentes e os consome dentro de poucos meses, tanto faz escolher vinhos fechados com tampas de rosca, rolhas de cortiça ou sintética.

3. Abrir a garrafa para deixar o vinho respirar

O contato com o ar acelera o processo de oxidação dos vinhos.

E para alguns deles, a exposição ao oxigênio durante um determinado período de tempo pode ser benéfica, fazendo com que o processo de ‘envelhecimento’ da bebida seja acelerado, despertando então as suas melhores qualidades.

Porém, abrir a garrafa e deixá-la aberta não é a melhor maneira de oxigenar o vinho.

Em um decanter ou até mesmo em uma taça, a superfície do líquido que fica exposta ao ar é maior do que dentro da garrafa.

Resumindo, se não tivermos um decanter, basta servir o vinho e deixá-lo ‘respirar’ na taça pelo tempo que for adequado.

4. Colocar gelo no vinho

A elaboração de um vinho consiste em diversas etapas que são realizadas com muito cuidado e carinho pelos profissionais envolvidos.

Existe um trabalho árduo para se obter a concentração ideal da bebida, além de paciência, para que, em muitos casos, o vinho repouse nas caves dos produtores durante meses – ou até anos – para que o produto final atinja o resultado pretendido pelo enólogo.

Colocar gelo nada mais é do que misturar água na bebida, perdendo todo o seu caráter, concentração, equilíbrio, aromas, entre outras características.

Sirva o vinho na temperatura correta e aproveite tudo o que ele tem para lhe oferecer. Se você considerar o vinho quente, resfrie-o colocando na geladeira ou a garrafa dentro de um balde com gelo. Nunca coloque gelo dentro do seu vinho.

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5. Não servir o vinho em taças adequadas

Cada um dos tipos de vinho tem suas taças adequadas de serviço.

Em um mundo perfeito, deveríamos ter, por exemplo, uma taça para rosés, outra para brancos, uma para Bordeaux, outra para Borgonha, e assim por diante.

Mas ter uma taça para cada tipo de vinho pode sair caro e, em muitos casos, desnecessário.

Então podemos simplificar e ter, pelo menos, uma taça para vinhos tranquilos (brancos, rosés e tintos) e outra para os vinhos espumantes.

Dê preferência às taças de cristal em vez de vidro, pois contém pequenos poros que quebram as moléculas do vinho quando são girados, liberando com mais facilidade seus aromas.

6. Beber sempre o mesmo vinho

Às vezes passamos um bom tempo em busca de um vinho que nos agrade e, quando o encontramos, ficamos presos a ele por medo de errar em futuras escolhas.

Um vinho tinto é fantástico mas, tente também, um espumante, rosé ou um vinho de sobremesa. Saia um pouquinho do Cabernet Sauvignon e Malbec e prove um Sangiovese, Tempranillo ou Zinfandel.

Você vai se impressionar com tanta coisa boa que vai encontrar. Experimente!

Vinho sem frescura: beba quando quiser!

Se você ainda tem aquele conceito de que pra beber vinho é preciso estar de “terno e gravata” ao som de música refinada… saiba que você está muito enganado (e perdendo tempo!).

No Brasil, ainda temos essa falsa impressão de “frescura” ao beber e gostar de vinho. O motivo nós não sabemos, mas queremos desmistificar essa ideia! Acredite, dá sim pra beber vinho em qualquer lugar, vestindo o que você quiser e claro, ouvido seu tipo preferido de música.

Mas afinal, por que as festas e as alegrias de um fim de semana são sempre reservados para cervejas? Pura característica cultural. Na França, por exemplo, é muito comum servirem vinho em todas as refeições da família – lugar fácil para se viver, não é?

Consumir vinhos é um prazer, não importa a ocasião, o motivo, tipo, país de origem, embalagem e preço. Saiba descobrir, até no mais humilde dos vinhos, suas virtudes, suas particularidades. O preço não pode ser uma desculpa para deixar a bebida de lado.

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Simplifique o ato de beber vinho

Beba vinho na hora que quiser, na taça que tiver, com ou sem motivo.

Alguma vez experimentou num dia quente, um bom vinho branco servido fresquinho, como substituto de uma eventual cerveja? Esta é uma dica de ouro que pode mudar – e muito! – sua opinião sobre o verão.

 

Valorize o ato especial de “apreciar um vinho”

Saber apreciar vinhos exige um mínimo de investimento pessoal, como tempo, dedicação e interesse. Não é frescura! Quanto mais se bebe vinho, quanto mais se “treina” o paladar, mais você se apaixona por esse mundo.

E quando perceber, comprar vinho e servir aos amigos e família, será mais um ato comum dos seus fins de semana.

Tin-tin!